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JUAZEIRO DO NORTE - CE
JUANORTE
O Think Tank da Metrópole do Cariri

Capa 23/04/2017 Edição 418


DEPUTADOS MENTECAPTOS

Quando um Governo é desnorteado, perde o juízo e o uso da razão, comete injustiças e cai em alienação. Destruir Juazeiro do Norte é mais do que uma obsessão do Ceará, é realmente uma patologia. Desde o famigerado e aloprado segundo bispo do Ceará, Joaquim Vieira, de triste memória, que se tornou inimigo implacável do Padre Cicero' por causa do Milagre no Juazeiro. Com suas pastorais diabólicas, lidas aos domingos, em todas as igrejas do Ceará, o bispo colocou na cabeça e no espírito das autoridades e do povo cearenses, que era preciso destruir Juazeiro, pois se tratava de uma vergonha para a "nossa civilização". Assim, o Ceará, em toda a sua dimensão, ganhou ojeriza, aversão e ódio ao Juazeiro. Chegou ao ponto em que o governador Franco Rabelo em 1914 fez uma guerra para destruir Juazeiro e matar Padre Cícero. Mandou mais de 1200 militares para, com o apoio de Crato, atacar Juazeiro. Mas a força poderosa dos romeiros salvou Juazeiro e Padre Cícero. Ceará perdeu a guerra, Crato perdeu a guerra. É incrível, mas os Governos do Ceará sempre andaram ao lado da Igreja Católica, até mesmo sem combinar, contra Juazeiro. Sempre sob a inspiração do maldito bispo Joaquim Vieira. E tem sido assim ao longo de mais de 100 anos até os dias mais recentes. Os governadores Ciro Gomes (O Grosso) e Cid Gomes (O Falso), por exemplo, atuaram como verdadeiros inimigos do Juazeiro. Se fossem amigos, teriam feito obras que Juazeiro precisa, mas, não, só fizeram malfeitorias com caras de benfeitorias para enganar o povo, como o Metrô do Cariri, que não serve ao Juazeiro. Agora é a Assembleia Legislativa do Ceará que está grudada na cartilha do tresloucado bispo

Joaquim Vieira. Os deputados resolveram fazer uma atualização dos limites dos 184 municípios do Ceará, o que parecia uma coisa necessária e boa. Mas, fizeram uma coisa totalmente errada, inconstitucional. Agora apareceu a verdadeira intenção: prejudicar Juazeiro. Aprovaram uma lei que não tira um palmo de terra de Crato, maior município do Cariri em extensão territorial, nem de Barbalha, outro grande município, muito maior do que Juazeiro. E tirou terras do Juazeiro, menor município do Cariri, para Crato e Barbalha. Demagogos, espertalhões e desonestos. Como Juazeiro reagiu e o Tribunal de Justiça do Ceará suspendeu a lei, os deputados estaduais têm procurado os representantes do Juazeiro na falsa busca do diálogo para enfrentar o impasse. Curiosamente, os deputados não querem diálogo, querem impor a vontade deles. Fazem tudo para convencer Juazeiro de que a lei é boa, mas não aceitam de forma alguma os argumentos contrários do Juazeiro, único prejudicado nessa história. Agora aparece o presidente da comissão de limites municipais da Assembleia, Luiz Carlos Mourão,parece que da turma de Ciro Gomes e Cid Gomes, maquiavélico, mal intencionado, pressionando os representantes do Juazeiro: "Pra gente resolver o impasse, chegar a um acordo e fazer a lei entrar em vigor, é preciso que vocês do Juazeiro retirem a ação de inconstitucuionalidade do Tribunal de Justiça". Nada disso, espertão. Não façam isso, juazeirenses! Essa ação é a segurança jurídica do Juazeiro contra essa lei absurda e inconstitucional que os deputados fizeram. O que tem que ser feito é o governador Camilo Santana, se não quiser entrar no rol dos governadores traidores do Juazeiro, revogar essa lei ou então vetar a parte que foi

 

FoTO: Assembleia do Ceará

colocada como emenda criminosa só para prejudicar Juazeiro. Sem isso não tem acordo, não pode ter acordo. Juazeiro não vai ceder um palmo de terra nem para Crato nem para Barbalha. Porque não fizeram um plebiscito como manda a Constituição? Se tivessem feito um plebiscito, saberiam hoje que a resposta do Juazeiro seria não. Agora, vocês da Assembleia que pariram essa aberração só para atender a inveja doentia de Crato, que não suporta o progresso do Juazeiro, portanto só para prejudicar Juazeiro , que se virem com suas lambanças. Juazeiro não pode e não vai ceder nada diante desse abuso de poder. Lenbrem-se, deputados, do Barão de Montesquieu: "Uma coisa não é justa porque é lei, mas deve ser lei porque é justa". E essa de novos limites municipais que vocês, indevidamente, aprovaram para Juazeiro, além de errada é injusta. A Assembleia do Ceará está contra Juazeiro, está agredindo Juazeiro, mas lei maior do Páis está ao lado do Juazeiro. O Supremo está ao lado do Juazeiro. O Supremo lá de cima e o Supremo aqui de baixo. Portanto, deputados.recolham às suas arrogâncias, seus mentecaptos!.

*Jota Alcides, jornalista e escritor, é autor de "Padre Cícero - O Poder de Comunicação" e "Juazeiro, Cidade Gloriosa"

 


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