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JUAZEIRO DO NORTE - CE
GUIAJUANORTE
Artesanato
Capa   26/07/2015     Edição 341

 
Centro Cultural Mestre Noza
 
 
Criatividade e variedade na
capital brasileira do artesanato
 
Distante 560 quilômetros de Fortaleza e 600 quilômetros do Recife, encontra-se a Metrópole do Cariri, Juazeiro do Norte. Ao chegar, de ônibus ou de avião, desembarcando no Terminal Rodoviário Interestadual ou no Aeroporto Regional do Cariri, em Juazeiro, você vai se surpreender, desde o primeiro momento: a Cidade do Padre Cícero, conhecida como maior centro do catolicismo popular na América Latina e como principal centro econômico e de negócios do Nordeste central, é também a capital brasileira do artesanato. Obviamente, artesanato existe em quase todo o Nordeste, tanto no litoral quanto no interior do País, porque é um meio de sobrevivência de milhões de pessoas, mas nenhum centro produtor supera Juazeiro do Norte em quantidade, variedade, criatividade, qualidade e atratividade. É o principal centro brasileiro de artesanato. Não é exagero. Juazeiro do Norte é uma grande cidade-oficina. De sua população de quase 300 mil habitantes, a maioria vive do comércio, que é o maior forte do Nordeste central do Brasil. Depois, destacam-se cinco atividades: calçados, confecções, jóias, serviços e artesanato. E no artesanato, nenhuma outra cidade do Nordeste produz e oferece tanto com originalidade admirada no Brasil e no exterior, sobretudo Europa e Estados Unidos. Em qualquer rua, em qualquer esquina, você vai encontrar uma loja de artesanato. Tudo produzido por ceramistas, flandeiros, funileiros, marceneiros, ourives, ferreiros, pedreiros, sapateiros, carroceiros e centenas de outros artesãos. E circulando pelos vários bairros da cidade-oficina você vai encontrar de tudo que

possa imaginar na forma de artesanato. Como é natural pela história de Juazeiro do Norte, há no artesanato uma predominância absoluta do Padre Cícero, fundador e maior benfeitor da cidade. Foi ele quem introduziu essa atividade no Cariri e estimulou a participação de milhares de nordestinos nessa arte popular. Padre Cícero aparece sempre de batina em estátuas de gesso, de cerâmica e de madeira, em miniaturas, bustos ou em tamanho natural, geralmente pintadas de branco e com seu inseparável cajado. É, disparadamente, o produto artesanal mais vendido aos 2,5 milhões de romeiros e turistas que, anualmente, visitam Juazeiro. Mas são grandes, também, a oferta e a procura por outros dos muitos e criativos produtos dos artesãos de Juazeiro. De couro: chapéus, botas, sapatos, sandálias, cintos, calçados, selas, malas, bolsas, tapetes. De cestaria: bolsas, chapéus, esteiras, chinelos, sacolas. De madeira: bancos, cadeiras, camas, tamancos, espingardas, talhas, engenhocas, brinquedos, esculturas, xilogravuras. De alumínio: pratos, copos, quartinhas. De flandre: lamparinas, baldes, panelas, copos. De cerâmica: quartinhas, jarras, potes, gametas, pratos, filtros, bacias, bonecos. De tecidos: redes, bordados, toalhas, panos de mesa e de cozinha, flores, bonecos. Em todas essas modalidades, você vai encontrar produtos utensílios e decorativos. Por nada neste mundo, deixe de visitar o Centro de Cultura Popular Mestre Noza, na rua São Luiz, 94, no centro da cidade. Tem esse nome em homenagem ao artesão Inocêncioda Costa Nick, que se tornou famoso











mo Mestre Noza. Ele nasceu em Pernambuco, mas se fixou no Juazeiro depois de uma romaria de 600 quilômetros, atrás do Padre Cícero. Descoberto pelo francês Roberto Morel, teve um album de gravuras publicado em 1965 em Paris. Desde então, sua arte passou a ser apresentada como expressão legítima da arte brasileira. Em visita ao Centro Mestre Noza, você vai conhecer os artistas da Associação Padre Cícerode Artesãos, que reúne centenas deles em Juazeiro. Ali, eles expôem e fabricam seus produtos, mostrando suas habilidades artísticas. É uma atração especial para os turistas. Os artistas dessa associação produzem mais de 50 mil peças por mês que são vendidas nos mercados do Rio e São Paulo. Em Juazeiro, você poderá encontrá-las, em grande quantidade e variedade, desde as mais simples e rústicas às mais refinadas, principalmente em dois locais de comercialização: Centro de Arte Popular Mestre Noza: Rua São Luiz, 94 - Centro - Aberto das 08hs às 17hs Mercado Central: Rua São Paulo, S/N , Centro - Aberto das 05hs às 17hs

COLUNÁRIO Menezes Barbosa Jota Alcides Fábio Tavares Luiz Carlos Renato Casimiro Abraão Batista
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