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JUAZEIRO DO NORTE - CE
JUANORTE
Jornal de Opinião da Metrópole do Cariri
Capa      07/03/2010    Edição 072

SÍMBOLOS DO JUAZEIRO

"Juazeiro, meu destino
Tá ligado junto ao teu”JUAZEIRO – baião de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira, 1949). Os dias avançam rapidamente e estamos nos aproximando da data histórica, comemorativa do Primeiro Centenário da cidade de Juazeiro, hoje consolidada não apenas como a Metrópole do Cariri e sim como a Metrópole dos sertões, porque sua área de influência econômica e social se estende por um raio de mais de 150 km, abrangendo diretamente os Estados do Piauí, Paraíba, Ceará e Pernambuco. No percurso histórico de Juazeiro, a Terra do Padre Cícero foi se tornando o grande empório dos sertões. Juazeiro, em suas múltiplas facetas quase

como um caleidoscópio de dencantamento chama atenção do mundo todo a ponto de o fértil polígrafo, Renato Casimiro, ter a felicidade de cunhar o lapidar dístico: “Juazeiro é um Mundo”. A sólida trajetória de Juazeiro tem uma argamassa especial: o amor e o devotamento incondicional à Terra da Mãe-de-Deus. Desde os primeiros momentos da história do município de Juazeiro, foi necessária a criação de táticas de sobrevivências para contornar e superar freqüentes e até traumáticas armadilhas tecidas pela inveja, ódio e maldade visando riscar do mapa do Ceará a Terra da Mãe-de-Deus. Foi num lampejo de visão histórica, que o Padre Cícero resolveu assumir os destinos políticos e administrativos de Juazeiro. Além da vitória Foto:  Basílica do Juazeiro política alcançada com a criação e implantação domunicípio, houve, no primeiro dia de sua existência autônoma, a reunião de todos os chefes políticos da região, sob a presidência do Padre Cícero, quando foi criado o primeiro bloco de desenvolvimento e de interesses regionais, de que se tem notícia, na história política do Brasil. A elite política do Ceará foi surpreendida pelo magistral lance de estratégia política, que lhe tirava o controle de todo o sul do Ceará, e, por mágoa ou despeito, denominaram aquele bloco hegemônico e coeso de pacto dos coronéis. Nunca na nossa trajetória nos preocupamos com os insultos da inveja e muito menos com as louvações interesseiras da subserviência. A nossa caminhada foi profundamente marcada pelo trabalho diuturno e árduo e pelo fervor das orações, acolhendo generosamente a todos os que buscam paz e abrigo à sombra do juazeiro, ostentando em nosso peito como estandarte, santelmo e identificação romeira, o rosário da Mãe-de-Deus.Há muitos registros históricos relatando como o rosto do Padre Cícero se iluminava em largos sorrisos quando ele antevia o futuro glorioso do Juazeiro, ocupando todo o seu espaço urbano com casas, sobrados elegantes, ruas largas, igrejas, lojas comerciais, oficinas, indústrias...
A paisagem mais marcante e terna dessa jornada gloriosa está representada no quadro da magistral artista plástica Assunção Gonçalves, Joaseiro em 1827, com a capelinha consagrada a Nossa Senhora das Dores, mandada construir pelo padre Pedro Ribeiro, aos fundos a Serra do Catolé, que o imaginário popular consagraria pelo mundo como a Serra do Horto, e, com o merecido destaque, os três pés de juá, com suas copas frondosas de um deslumbrante verde cintilante, dominando todo o horizonte, significando que ali estava, como tem sido,o abrigo generoso e acolhedor, de todos os sertanejos.


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