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"Juazeiro,
meu destino
Tá ligado junto ao teu”JUAZEIRO – baião
de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira, 1949). Os dias avançam
rapidamente e estamos nos aproximando da data histórica, comemorativa
do Primeiro Centenário da cidade de Juazeiro, hoje consolidada
não apenas como a Metrópole do Cariri e sim como a Metrópole
dos sertões, porque sua área de influência econômica
e social se estende por um raio de mais de 150 km, abrangendo diretamente
os Estados do Piauí, Paraíba, Ceará e Pernambuco.
No percurso histórico de Juazeiro, a Terra do Padre Cícero
foi se tornando o grande empório dos sertões. Juazeiro,
em suas múltiplas facetas quase
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como um caleidoscópio de dencantamento chama atenção
do mundo todo a ponto de o fértil polígrafo, Renato Casimiro,
ter a felicidade de cunhar o lapidar dístico: “Juazeiro
é um Mundo”. A sólida trajetória de Juazeiro
tem uma argamassa especial: o amor e o devotamento incondicional à
Terra da Mãe-de-Deus. Desde os primeiros momentos da história
do município de Juazeiro, foi necessária a criação
de táticas de sobrevivências para contornar e superar freqüentes
e até traumáticas armadilhas tecidas pela inveja, ódio
e maldade visando riscar do mapa do Ceará a Terra da Mãe-de-Deus.
Foi num lampejo de visão histórica, que o Padre Cícero
resolveu assumir os destinos políticos e administrativos de Juazeiro.
Além da vitória |
política alcançada com a criação e implantação
domunicípio, houve, no primeiro dia de sua existência autônoma,
a reunião de todos os chefes políticos da região,
sob a presidência do Padre Cícero, quando foi criado o
primeiro bloco de desenvolvimento e de interesses regionais, de que
se tem notícia, na história política do Brasil.
A elite política do Ceará foi surpreendida pelo magistral
lance de estratégia política, que lhe |
tirava o controle de todo o sul do Ceará, e, por mágoa
ou despeito, denominaram aquele bloco hegemônico e coeso de pacto
dos coronéis. Nunca na nossa trajetória nos preocupamos
com os insultos da inveja e muito menos com as louvações
interesseiras da subserviência. A nossa caminhada foi profundamente
marcada pelo trabalho diuturno e árduo e pelo fervor das orações,
acolhendo generosamente a todos os que buscam paz e abrigo à
sombra do juazeiro, ostentando em nosso peito como estandarte, santelmo
e identificação romeira, o rosário da Mãe-de-Deus.Há
muitos registros históricos relatando como o rosto do Padre Cícero
se iluminava em largos sorrisos quando ele antevia o futuro glorioso
do Juazeiro, ocupando todo o seu espaço urbano com casas, sobrados
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elegantes, ruas largas, igrejas, lojas comerciais, oficinas, indústrias...
A paisagem mais marcante e terna dessa jornada gloriosa está
representada no quadro da magistral artista plástica Assunção
Gonçalves, Joaseiro em 1827, com a capelinha consagrada a Nossa
Senhora das Dores, mandada construir pelo padre Pedro Ribeiro, aos fundos
a Serra do Catolé, que o imaginário popular consagraria
pelo mundo como a Serra do Horto, e, com o merecido destaque, os três
pés de juá, com suas copas frondosas de um deslumbrante
verde cintilante, dominando todo o horizonte, significando que ali estava,
como tem sido,o abrigo generoso e acolhedor, de todos os sertanejos.
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