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Capa      21/05/2017  Edição 422


ESPECIAL

21/05/2017

TEMPESTADE NO PLANALTO ATRASA ECONOMIA

Foto:  Araso na recuperação econômicaf

Infelizmente, os bons ventos que vinham soprando na economia anunciando um 2018 mais tranqüilo no Brasil, perderam força com a tempestade que atingiu o Palácio do Planalto, com o envolvimento do presidente Temer na delação do Grupo JBS, na Lava Jato. Mesmo que o Presidente tenha argumentos que destruam a revelação de que ele deu aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preso em Curitiba, ou prove que está sendo vitima de uma conspiração, o estrago está feito e é grande. O Brasil está entrando novamente num cenário de incertezas e turbulências, provavelmente atrapalhando a retomada do crescimento econômico, que já vinha dando sinais positivos como a geração de 60 mil em empregos no último mês de abril. Como o Supremo já abriu inquérito contra Temer e já foram protocolados oito pedidos de impeachment, sua situação, que já não era boa com apenas 9% de aprovação popular, agora é considerada insustentável. Como Temer já disse e repetiu que não renunciará, resta aguardar processo no Supremo ou o demorado e agonizante processo de impeachment. Lamentavelmente, estão ameaçadas as projeções do PIB para até 1%, a queda da inflação, o corte de juros, a retomada dos investimentos privados e a geração de novos empregos. O país pode retornar ao mesmo cenário angustiante do Governo Dilma antes do impeachment. Além disso, segundo os analistas, agora haverá atraso nas tramitações das duas importantes reformas, a trabalhista e da previdência, que são consideradas por especialistas e pelo próprio governo como fundamentais para dar andamento ao ajuste fiscal e retomar a confiança do mercado e consequentemente impulsionar investimentos e uma melhora do mercado de trabalho, estimulando o consumo. A tramitação da Reforma Trabalhista já foi suspensa no Senado e a Reforma da Previdência deve parar na Câmara. A equipe econômica já descarta aprovação da Reforma da Previdência neste primeiro semestre. Entre os técnicos do Governo, o clima é de perplexidade e frustração. Frustração devia ser também do povo brasileiro, mas o povo brasileiro esta indignado com os políticos. Entre os agentes financeiros, as incertezas ganham campo. O risco-país medido pelo CDS (Credit Default Swa) disparou 60 pontos passando para 267 pontos. Quanto maior, menor a confiança No começo dessa semana, com a responsabilidade de quem conduz a maior investigação política da história nacional, o juiz Sérgio Moro declarou: "O Brasil está numa encruzilhada. Tem dois caminhos: voltar ao passado e continuar como estava (antes da Lava Jato) ou mudar politicamente. Mas, essa mudança, de uma política de privilégios para um política de responsabilidade, não ocorrerá sem turbulência". E essa tempestade trouxe a turbulência, infelizmente, infelizmente!.


CREDO JUANORTE
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