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Missas
da Capela do Socorro e da Basílica de Nossa Senhora das Dores
com menos gente. Escola Padre Cícero e Ginásio Municipal
Dr. Antônio Xavier de Oliveira desativados por falta de alunos.
Centro Educacional Professor Moreira de Sousa com menos salas de
aula. Praça Padre Cícero com pequeno fluxo de pessoas.
Este é o quadro em que hoje se encontram os bairros centrais
de Juazeiro do Norte, especialmente o Centro, o Socorro e o São
Miguel. Fenômeno, bastante desanimador, não é
comum só a esta cidade. Na verdade, está acontecendo
em muitas cidades, notadamente nas capitais. Em Juazeiro tem esta
explicação: as escolas localizadas naqueles bairros |
fecharam
ou tiveram seu número de alunos reduzido porque muitas famílias
se mudaram, e as que ficaram não têm filhos ou não
os têm em idade escolar. Muitas casas de família foram
transformadas em estabelecimentos comerciais, principalmente ranchos
de romeiros e clínicas médicas. Isso também
serve para explicar a diminuição no número
de fieis nas igrejas citadas acima e na Praça Padre Cícero.
E não é mais possível inverter essa situação.
Isto é resultado das transformações provocadas
pelo progresso. No começo das civilizações,
era muito comum as pessoas residirem próximas aos centros
comerciais, às igrejas, às praças e às
escolas. Em muitos locais |
capitais,
por exemplo - a construção dos shoppings fora do centro
comercial, contribuiu para que o centro se esvaziasse, tendo, portanto,
pouco fluxo de pessoas. Na década de 60 e até mesmo
70 fazia gosto se andar à noite na Praça Padre Cícero.
Era lá o point principal da cidade. No banco dos velhos,
cidadãos influentes da cidade ali passavam horas e horas
discutindo política, economia ou até mesmo fofocando.
Nos bancos da periferia, geralmente menos iluminados, casais apaixonados
namoravam e quem não tinha namorada ou namorado desfilava
na esperança de encontrar algum. Na mesma época, também
fazia gosto descer pela Rua São Pedro, especialmente nos
dois quarteirões
mais |
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próximos
da
Praça Padre Cícero, para ver as bonitas vitrines
das Pernambucanas, Gilson Magazine, Livraria Mascote, Casa
Morais e tantas outras lojas famosas que hoje não existem
mais. Na Praça Padre Cícero acontece hoje um
caso muito esquisito: há bastante gente no lado que
fica para a Rua Padre Cícero, porém o espetáculo
proporcionado é deprimente, pois aquele outrora tão
aprazível logradouro público, agora é
um mercado especializado
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na
venda de espetinho de carne de procedência higiênica
duvidosa. Isto sem dúvida afugentou as poucas famílias
que ainda freqüentavam aquela praça. É
claro que fazer a Praça Padre Cícero voltar
ao seu tempo de glamour é impossível. Mas é
possível transformá-la em um local mais aprazível,
com toda sua extensão destinada para as pessoas fazerem
o que se faz em praça, ou seja, passear! Eis aí
uma coisa para ser pensada por ocasião do Centenário
de Juazeiro.
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