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CENTENÁRIO
DO JUAZEIRO
(14/02/2010)
GREENPEACE HOMENAGEIA PADRE CICERO
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Organização
internacional e independente, fundada em 1971,
nos Estados Unidos, que atua para defender o
meio ambiente e promover a paz, inspirando as
pessoas a mudarem atitudes e comportamentos.
Investigando, expondo e confrontando crimes
ambientais, desafiando os tomadores de decisão
a reverem suas posições e mudarem
seus conceitos, o Greenpeace no Brasil está
divulgando, agora, os preceitos ecológicos
do Padre Cícero, como conselhos que devem
ser seguidos pelas autoridades em todo o mundo
e por todos os brasileiros. Defensor de soluções
economicamente viáveis e socialmente
justas, que ofereçam esperança
para atual e para as futuras gerações,
o Greenpeace ganhou rápida expansão
e aos oito anos de existência já
estava presente em sete países. Então,
teve que escolher um dos escritórios
como o centro internacional de decisão
e supervisão das atividades da instituição.
Nasceu então o Greenpeace Internacional
(GPI), sediado em Amsterdã. Com sua importância
e sua influência internacionais, o Greenpeace
está mostrando ao mundo, em matéria
no seu site www.greenpeace.org.br, sob o título
“Arvores do Padim Ciço tomam o
sertão” , onde homenageia Padre
Cícero como Padroeiro das Florestas,
destaca: “Juazeiro, além de uma
cidade, é nome de uma árvore.
E a árvore é um símbolo
do sertão e da terra de Padre Cícero.
Padre Cícero era um defensor das matas
e de Juazeiro, a cidade e a árvore. Seus
preceitos ecológicos - não matar
animais, não derrubar, plantar árvores
até todo o sertão ser uma mata
só - são um exemplo a ser seguido
sempre, mas especialmente hoje, quando a bancada
da motosserra de Brasília ataca nossas
florestas”. Depois de lembrar que os romeiros
que prestam homenagem a Padim Ciço em
Juazeiro do Norte estão recebendo mudas
da árvore juazeiro, conforme projeto
do Centenário do Juazeiro, que pretende
distribuir 1 milhão de mudas da árvore
fica verde até no verão, uma bênção
para os sertanejos, o Greenpeace adverte: “Falta
agora os deputados federais que querem demolir
o Código Florestal abrir seu coração
para os sábios conselhos de Padre Cícero
e seguir o exemplo de seus romeiros”.
Finaliza pedindo aos internautas que repassem
para amigos e conhecidos um santinho do Padre
Cícero, com seus mandamentos ecológicos.
“Não deixe a bancada da motosserra
derrubar nossas florestas”, arremata.
O Greenpeace esfá no Brasil desde 26
de abril de 1992 (aniversário da explosão
da usina nuclear de Chernobyl) quando chegou
ao Rio de Janeiro, às vésperas
do início da Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento,
a Eco-92, a bordo do navio Rainbow Warrior para
participar do encontro. A embarcação
e suas velas azuis fizeram sucesso no litoral
carioca. rumou para Angra dos Reis, onde 800
cruzes foram afixadas no pátio da usina
nuclear local, simbolizando o número
de mortes ocorrido no trágico acidente
na Ucrânia. O evento marcou oficialmente
a inauguração do Greenpeace no
Brasil. Mas a participação do
Greenpeace no Brasil não se resume à
preocupação com a escalada nuclear.
Ele luta, arduamente, também, contra
a dilapidação dos recursos naturais
da Amazônia, as mudanças climáticas,
bem como a entrada dos transgênicos nos
campos brasileiros e suas duvidosas consequências
para o meio ambiente e saúde humana.
Por não aceitar doações
de governos, empresas ou partidos políticos,
o Greenpeace existe graças à contribuição
de milhões de colaboradores em todo o
mundo, que garantem sua independência
e seus compromissos com qualidade de vida. Atualmente,
o Greenpeace está presente em mais de
40 países e conta com a colaboração
de aproximadamente 3 milhões de pessoas.
Urna com Dom Bosco chegando à Colina
do Horto no Juazeiro |
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(07/02/2010)
EMOÇÃO DO JUAZEIRO CENTENÁRIO
COM DOM BOSCO
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“Foi
um tempo de graça”. Assim o diretor dos Salesianos
em Juazeiro do Norte, padre Antonio Gomes, definiu para o Juanorte
a passagem de Dom Bosco, em urna de peregrinação
mundial, pela Cidade do Padre Cícero, nessa semana, integrando
as celebrações da programção do
Centenário do Juazeiro. Em plena Romaria das Candeias,
a primeira do ano e uma das maiores de todos os anos, Juazeiro
estava com sua população dobrada para 600 mil
habitantes com os quase 300 mil romeiros de todo o Brasil. Foi
nesse clima de fervor coletivo que Juazeiro recebeu as relíquias
de Dom Bosco. Salesianos de todo o Nordeste vieram para lo Juazeiro
a fim de receber o seu fundador. Padre Cícero chamava
os padres de Dom Bosco de Devotos de Maria Auxiliadora e tudo
fez para que eles se instalassem no Juazeiro. Em carro aberto,
a urna com a imagem e as relíquias de Dom Bosco percorreu
as principais ruas da cidade sob reverência e aplausos
da população.Por suas estimativas, cerca de 200
mil pessoas saudaram Dom Bosco no Juazeiro em todos os seus
momentos de visitação: na Colina do Horto, na
igreja do Socorro, na igreja da Paróquia de Dom Bosco
e na longa vigília no Santuário do Sagrado Coração
de Jesus. Somente a vigília, da tarde de segunda-feira
até a manhã da terça-feira, deve ter sido
acompanhada por aproximadamente 150 mil pessoas. Milhares de
romeiros fizeram questão de ver de perto as relíquias
de Dom Bosco. Com certeza, Juazeiro proporcionou a Dom Bosco
a maior recepção nessa sua excursão pelo
Brasil. Na Colina do Horto, onde se encontra o maior patrimônio
imóvel deixado pelo Padre Cícero para os Salesianos,
a urna com Dom Bosco foi levada até a igreja do Bom Jesus
do Horto, em cumprimento a uma promessa feita pelo fundador
do Juazeiro. Mas, segundo padre Antonio Gomes, o momento mais
emocionante mesmo foi a visita de Dom Bosco ao Padre Cícero
em seu túmulo na Capela do Socorro que reuniu uma grande
multidão de fiéis em clima de devoção
e emoção. Na chegada de Dom Bosco, em urna de
530 quilos com sua imagem e suas relíquias, ao Santuário
do Sagrado Coração de Jesus, o poder público
do Juazeiro se fez presente, através do prefeito Manoel
Santana fazendo o descerramento de uma placa comemorativa ao
que foi denominado encontro de São João Bosco
com o Padre Cícero. Em sua saudação, o
prefeito lembrou sua condição de ex-aluno do Colégio
Salesiano do Juazeiro e destacou su orgulho em receber as relíquias
de Dom Bosco na cidade. Placa afixada pelo governo municipal
no Santuário contém a seguinte mensagem: “Neste
local estiveram em peregrinação as Relíquias
de Dom Bosco, assinalando o encontro simbólico do Padre
Cícero e São João Bosco. Para marcar esse
evento histórico, a administração municipal
se regozija com o seu povo e manifesta a sua gratidão
pelos 70 anos da presença salesiana em Juazeiro e sua
contribuição ao desenvolvimento desta cidade centenária”.
Outro destaque da placa é uma citação atribuída
ao Padre Cícero que deixou sua herança para obra
dos Salesianos de Dom Bosco no Juazeiro: “Já me
sinto no final da minha existência e, por isso mesmo,
desejo morrer tranqüilo, vendo iniciada aqui a grande,
notável e benfazeja obra dos Salesianos”. Cerimônia
de recepção a Dom Bosco no Santuário do
Sagrado Coração de Jesus teve a participação
da Banda de Música Padre Cícero.

Urna com Dom Bosco chegando à Colina do Horto no Juazeiro

Caminhão com urna de Dom Bosco na Igreja de Bom Jesus
do Horto

Dom Bosco em urna no Santuário do Sagrado Coração
de Jesus
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(31/01/2010)
ROMEIROS RECEBEM ÁRVORE DO CENTENÁRIO
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| Projero
Árvore do Centenário, iniciativa da Secretaria
Municipal de Turismo e Romarias de Juazeiro do Norte e da Comissão
Organizadora do Centenário de Juazeiro , começa
a ser executado nesta Romaria das Candeias que quase dobra a
população da cidade para 600 mil habitantes. É
uma das romarias de maior participação do povo
do Nordeste porque foi criada pelo Padre Cícero em homenagem
à Nossa Senhora e para garantir uma Noite Iluminada no
Juazeiro, hoje um dos maiores espetáculos de manifestação
religiosa no Brasil. Neste ano, os peregrinos poderão
se cadastrar e receber uma senha na Casa Paroquial da Basílica
Nossa Senhora das Dores se habilitando a participar do projeto
que pretende distribuir 1 milhão de mudas de juazeiro,
árvore símbolo do Centenário da cidade.
Na manhã desta terça-feira, dia 2 de fevereiro,
todos pegarão as mudas de juazeiro nas imediações
da Basílica. De acordo com o Secretário de Turismo
e Romaias e Coordenador Executivo da Comissão do Centenário,
José Carlos dos Santos, ficou acertado com a Igreja que
as mudas serão bentas. Desta forma, na própria
terça-feira ao meio-dia, os romeiros que receberem as
mudas irão erguê-las no interior da Basílica
no momento da tradicional celebração de despedida
dos fiéis que vieram ao Juazeiro. Deverão ser
distribuídas três mil mudas, nesse primeiro momento.
O projeto é uma iniciativa da Prefeitura Municipal do
Juazeiro em parceira com o Governo do Estado que possibilitou
a criação de um viveiro, especialmente para essa
promoção do Centenário de Juazeiro do Norte
e também para recuperação do ecossistema
da Colina do Horto onde se encontra a estátua do| Padre
Cícero, segunda maior do Brasil, e hoje ícone
do Ceará no mundo inteiro. Árvore do Centenário,
o juazeiro é uma planta típica dos sertões
nordestinos e como havia três frondosos pés no
antigo Tabuleiro Grande, onde o Padre Cícero chegou em
1872 quando iniciou suas atividades como capelão, o povoado
passou a se chamar Juazeiro. Da família das ramáceas,
seu nome científico é Zizyphus joazeiro. De porte
mediano, pode atingir até 15 metros de altura, esgalhado
desde o solo, com ramos flexuosos e formando uma grande copa.
Sempre verde, mesmo em tempo de seca, o juazeiro nunca perde
as folhas e cresce até em terreno pedregoso e árido.
Constitui importante alimento para o gado durante os períodos
de longa estiagem. Seus frutos, pequenas drupas globosas, são
comestíveis e bastante apreciados pelos animais. Além
disso, o juazeiro tem sido utilizado popularmente também
para produção de dentrifício porque rende
uma pasta própria para escovar os dentes. Uma grande
indústria nacional até já lançou
um creme dental utilizando propriedades do juazeiro recomendas,
especialmente, por sua dimensão de branqueamento dos
dentes. Atualmente, em torno de Juazeiro do Norte, sobretudo
na periferia norte, na saída para Caririaçu, é
possível se observar a existência de muitos pés
de juazeiro com seu verde permanente destacando-se na paisagem
do belo Vale do Cariri. |
(06/12/2009)
JUAZEIRO TERÁ MUSEU MONSENHOR MURILO
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Dentro
das celebrações do Centenário de Juazeiro
do Norte, o Governo Municipal vai prestar homenagem ao ex-pároco
da Paróquia de Nossa Senhora das Dores com a instalação
do Museu do Monsenhor Murilo. O anúncio foi feito pelo
prefeito Manoel Santana na passagem dos quatro anos da morte
do monsenhor Murilo de Sá Barreto, que se completaram
nessa sexta-feira(04). Ele morreu no dia 4 de dezembro de 2005,
em Fortaleza, após uma cirurgia, depois de complicações
de sua saúde por hipertensão e diabetes.Segundo
o prefeito, o museu ficará instalado no Rancho dos Romeiros
que será construído para acolhimento dos romeiros
pobres com quem o saudoso Vigário do Nordeste muito se
identificava. De acordo com o projeto da Prefeitura do Juazeiro,
o Rancho dos Romeiros, com capacidade para mil pessoas, fará
parte do chamado Complexo do Centenário que reúne
as obras estruturantes para marcar a passagem dos 100 anos de
Juazeiro do Norte. Ele será construído em terreno
ao lado do Fórum Eleitoral. Além disso, terá
função multiuso, podendo, também, receber
pessoas de outras cidades fora dos períodos de romarias
como estudantes que se deslocam ao Juazeiro para participar
de eventos festivos e culturais. Segundo o Secretário
de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, a Comissão
Organizadora do Centenário aprovou a idéia do
prefeito Manoel Santana de batizar o rancho com o nome do querido
Vigário do Nordeste. Mais que isso, será dedicada
atenção especial ao espaço dentro do rancho
que vai preservar à memória do Monsenhor Murilo
que foi, como o Padre Cícero, um grande amigo dos romeiros,
incentivador das romarias e benfeitor do Juazeiro. Ainda conforme
o secretário, no Museu de Monsenhor Murilo ficará
exposto um grande painel fotográfico contando a sua vida,
como vigário e educador, além de alguns de seus
objetos pessoais. Para o prefeito Santana, será uma justa
e merecida homenagem, que expressará toda a gratidão
da cidade centenária ao seu saudoso vigário. Todos
os projetos já foram elaborados e estão em poder
da Comissão do Centenário. Padre Murilo de Sá
Barreto foi por mais de 40 anos, ate 2005, o principal líder
religioso de Juazeiro do Norte, verdadeiro sucessor do Padre
Cícero. Sua morte foi uma perda irreparável para
Juazeiro deixando uma lacuna ainda não preenchida. Além
de sacerdote dedicado, defensor firme do Padre Cícero
e das romarias, carinhosamente saudado pelos romeiros como Vigário
do Nordeste, desenvolveu atividades de educador, comunicador,
escritor, conferencista e animador cultural, participando intensamente
do desenvolvimento geral da cidade. |
(22/11/2009)
COMISSÃO APRESSA PROJETOS DO CENTENÁRIO
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Todos
os projetos do Complexo do Centenário, com as obras estruturantes
para marcar a data de emancipação política
de Juazeiro do Norte, em 2011, já estão em mãos
do secretário de Turismo e Romarias do Juazeiro, José
Carlos dos Santos.Destacam-se, entre as obras previstas, a Praça
do Centenário com o Marco Zero, Rancho Popular com o
Memorial Monsenhor Murilo, Museu da Cidade, Relógio Remissivo,
Portais de entrada de Juazeiro e os monumentos de identidade
histórica. Segundo o secretário, a pressa agora
é pela elaboração dos projetos desses equipamentos
para aque possam ser negociada a inclusão de verbas no
Orçamento Geral da União. Detalhamento dos projetos
já foi apresentado aos membros da Comissão do
Centenário pela arquiteta Gizele Menezes. O rancho popular,
por exemplo, vai ter capacidade para receber até mil
pessoas. Quanto aos portais serão erguidos na Avenida
Padre Cícero(entrada pelo Crato), Avenida Leão
Sampaio(entrada por Barbalha), Rodovia Padre Cícero(entrada
por Caririaçu) e Avenida Virgílio Távora(entrada
pelo Aeroporto Regional do Juazeiro). O Governo do Estado já
se dispôs a construir dois portais, ficando os outros
dois com a Prefeitura. Além disso, um monumento em alto
relevo vai mostrar o Juazeiro primitivo.O ritmo nos trabalhos
da Comissão do Centenário de Juazeiro do Norte
cresce na medida os projetos selecioandos agora entram em fase
de execução e acompanhamento, enquanto novas demandas
vão surgindo. Por isso, as reuniões são
cada vez mais constantes, como a que ocorreu esta semana com
o secretário municipal de Educação, Ricardo
Lima, e diretores de departamentos da Secretaria. Segundo o
presidente da Comissão, Menezes Barbosa, o objetivo é
envolver, cada vez mais, as várias secretarias do município
no esforço para a festa do Centenário. “Saímos
fortalecidos, pois encontramos muito material a ser trabalhado
e vários projetos em andamento” disse Barbosa.
Próximo ato na programação preparatória
para o Centenário será o lançamento, em
Juazeiro do Norte, do livro do jornalista e escritor Lira Neto:
“Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão",
editado pela Companhia das Letras. A noite de autógrafos
está programada para o auditório do Memorial Padre
Cícero.Outros atos recentes foram a aposição
de uma placa em homenagem à Beata Maria de Araújo
na agência dos Correios e o lançamento do projeto
Árvore do Centenário na Colina do Horto. Já
no último dia 3 de novembro o Curso de Biblioteconomia
da UFC Cariri,no Juazeiro, recebeu o acervo de livros, jornais,
revistas, cordéis e xilogravuras dos pesquisadores Renato
Casimiro e Daniel Walker enriquecendo o Centro de Referência
e Memória de Juazeiro do Norte a ser inaugurado em 2011,Ano
do Centenário. |
(08/11/2009)
JUAZEIRO CENTENÁRIO GANHA CENTRO DE
MEMÓRIA
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Como
parte das comemorações do seu centenário,
Juazeiro do Norte ganhará em 2011 um qualificado Centro
de Referência e Memória, instalado no campus
Cariri da Universidade Federal do Ceará, localizado
no Juazeiro. Será vinculado ao Laboratório de
Ciência da Informação do Curso de Biblioteconomia
e constituído de acervo dos pesquisadores e professores
universitários Renato Casimiro e Daniel Walker, também
colunistas aqui do Juanorte. Os dois foram recebidos, festivamente,
nessa semana, pela direção do campus da UFC
onde fizeram entrega de parte do acervo que será incorporado
ao Centro de Referência e Memória de Juazeiro
do Norte. Preocupados com a preservação da história
de Juazeiro, Casimiro e Daniel resolveram confiar à
Universidade Federal do Ceará o resultado de 46 anos
de coleta, pesquisas e arquivamento que formam um expressivo
patrimônio histórico e cultural da cidade do
Padre Cícero. Nesta priemeira etapa, foram entregues
549 livros, 219 periódicos técnicos diversos,
2.525 folhetos de cordel, 1.528 jornais e 2.226 xilogravuras.
Faz parte do acervo colocado à disposição
da Universidade, uma coleção do jornal “O
Rebate” , dirigido por Alencar Peixoto e Floro Bartolomeu,
que foi o principal instrumento de divulgação
da luta pela emancipação políticade Juazeiro
do Norte em 2011. Outros materiais serão entregues
oportunamente. Como coordenador executivo da Comissão
do Centenário do Juazeiro, o secretário de Turismo
e Romarias, José Carlos dos Santos, participou da cerimônia
e elogiou a atitude dos dois pesquisadores juazeirenses: “Foi
um aro de desprendimento e bastante sensibilidade de Renato
Casimiro e Daniel Walker”, afirmou. Como está
projetado e será administrado, o Centro de Referência
e Memória de Juazeiro do Norte se constituirá
um espaço de disseminação da cultura
e da história do Juazeiro voltando-se para o desenvolvimento
sócio-cultural da cidade e do Cariri nos campos da
ciência e da pesquisa”. Conforme ficou decidido
em reunião de 21 de julho passado, em Juazeiro do Norte,
com a presença do reitor da UFC, Jesualdo Farias, diretor
do campus Cariri, Ricardo Ness, professora Fanka Santos, do
Curso de Biblioteconomia, e os pesquisadores Renato Casimiro
e Daniel Walker, o novo centro, a ser inaugurado em 2011 durante
os festejos do centenário da cidade, será um
complexo cultural de informação e documentação
para acesso, formação e pesquisas sobre produções
culturais, artísticas, históricas e arqueológicas
do Juazeiro. Será, portanto, um centro acadêmico
da maior importância para o desenvolvimento cultural
de Juazeiro do Norte, graças a essa admirável
iniciativa e contribuição dos professores e
pesquisadores Renato Casimiro e Daniel Walker, dois intelectuais
de Juazeiro que realmente amam a cidade a quem servem como
verdadeiros e autênticos cidadãos, pensando no
seu progresso e no seu futuro. E graças à acolhida
da UFC que assim reconhece a importância de Juazeiro
do Norte, hoje principal cidade do Cariri e do Nordeste central
do Brasil, maior centro de religiosidade popular da América
Latina, recebendo 2,5 milhões de visitantes ao ano,
e também como metrópole regional de acelerado
desenvolvimento cultural, maior centro universitário
do interior do Ceará e um dos 73 mesopólos econômicos
do Brasil, portão de entrada para um mercado de 46
milhões de brasileiros do Nordeste. Por isso, além
da instalação desse Centro de Referência
e Memória de Juazeiro do Norte, a UFC prevê diversas
outras atividades tendo como foco o centenário da cidade
do Padre Cícero. Vai organizar uma mostra de cinema
sobre Juazeiro, montar exposição sobre arte
e cultura de Juazeiro e da região caririense, realizar
seminário sobre o futuro de Juazeiro no contexto regional
e um encontro do Núcleo da Memória Histórica
da Educação em Juazeiro e promover edição
e reedição de livros sobre Juazeiro e seu povo.
Mais: a aula inaugural do ano letivo de 2010 da UFC terá
como foco o centenário do Juazeiro e a UFC deverá
instalar, no ano do centenário em 2011, a Rádio
Universitária do Juazeiro.

Parte do acervo sobre Juazeiro entregue à UFC Campus
Cariri
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(01/11/2009)
CIDADE GLORIOSA APRESENTADA EM BRASÍLIA
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Com
a presença de mais de 500 pessoas, em animada noite do
Primeiro Festival da Cultura e do Turismo no Ceará em
Brasília, realizado pela Casa do Ceará na Capital
da República, nesse fim-de-semana, foi lançado
o romance “Juazeiro – CIDADE GLORIOSA”, do
jornalista e escritor Jota Alcides, diretor deste Juanorte.
Foi o segundo lançamento da obra, depois da estreia em
Juazeiro do Norte, dia 24 de setembro, em noite cultural aos
pés da estátua do Padre Cícero, que está
completando 40 anos neste 1º de novembro. Convidado pela
direção da Casa do Ceará em Brasília,
o autor participou do Festival da Cultura e do Turismo do Ceará
no DF, aberto pelo secretário de Turismo do Ceará,
Bismark Maia, representando o Governador Cid Gomes. Durante
entrevistas ao longo do evento, Jota Alcides elogiou a iniciativa
do festival “como excelente e atraente oportunidade em
plena capital da República para promoção
e valorização da cultura cearense”. Lembrou
que “Juazeiro – CIDADE GLORIOSA”, seu primeiro
romance depois de dez livros publicados, todos ensaios, é
a história real de uma comovente saga romeira que está
completando 100 anos juntamente com a emancipação
política de Juazeiro do Norte que está festejando
seu centenário até 2011. Esclareceu porque Juazeiro
é uma CIDADE GLORIOSA: “Porque, apesar de todas
as adversidades, enfrentando em toda a sua existência
histórica perseguições e hostilidades da
Igreja Católica e dos Governos do Ceará até
os dias atuais, Juazeiro nunca se curvou; pelo contrário,
lutou sempre bravamente, inclusive enfrentando e vencendo uma
guerra contra o Ceará, quando atacado por tropas do Governo
cearense em 1914; porque, apesar de todas as dificuldades geradas
pelos Governos do Ceará para impedir seu progresso, Juazeiro
é desde há muito tempo a maior cidade do interior
cearense, hoje Metrópole do Cariri e principal cidade
do Nordeste central do Brasil; porque, graças ao Padre
Cícero, seu fundador e líder inspirador, ícone
do Nordeste brasileiro, tornou-se uma cidade famosa no mundo
inteiro, conhecida hoje em mais de 150 países; E porque,
como maior centro do catolicismo popular da América Latina,
recebendo 2,5 milhões de visitantes ao ano, Juazeiro
é o único centro de romarias do mundo que tem
desenvolvimento econômico, social, político e cultural,
de forma abrangente, sendo hoje uma das cidades mais desenvolvidas
do interior do Nordeste brasileiro”.De acordo com o autor,
tudo isso tem sido possível pela saga de milhões
de nordestinos fora do Ceará, principalmente de Pernambuco
e Alagoas, que se mantem firmemente devotos do Padre Cícero
e absolutamente fiéis ao Juazeiro, como demonstra, claramente,
a história real do seu romance agora lançado em
homenagem ao Centenário de Juazeiro do Norte.Para o escritor,
ao completar 100 anos de independência política,
“Juazeiro é a glória do Padre Cícero
por ser a concretização de sua profecia –
“centro de convergência, de civilização
e fé do Nordeste brasileiro” – com influência
direta sobre mais de 2,5 milhões de habitantes do sul
do Ceará e regiões dos Estados vizinhos, exercendo
o papel de verdadeira capital do Cariri, agora de forma irreversível
porque determinado não apenas pela capacidade de empreendedorismo
do seu povo sempre ansioso de mais progresso, mas sobretudo
pelas leis de mercado que lhe proporcionam atrair, cada vez
mais, maiores investimentos nacionais e estrangeiros, confiantes
na sua força econômica, no seu potencial de consumo
e no seu desenvolvimento geral”.

Secretário
Bismark Maia e presidene da Casa do Ceará, Fernando
Mesquita |
Jota
Alcides com Bismark Maia |
Com
ministro do TCU, Ubiratan Aguiar |

Com
diretores do Diário do Nordeste e do Sistema
Verdes Mares |
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(25/10/2009)
BRASILIA CONHECE “JUAZEIRO - CIDADE GLORIOSA”
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Personalidades
e intelectuais de Brasília vão conhecer, nesta
semana, “Juazeiro – CIDADE GLORIOSA”, primeiro
romance do jornalista e escritor Jota Alcides, cujo lançamento
será atração, dia 30, no 1º Festival
de Cultura e Turismo na Casa do Ceará, na Capital da
República. Décimo primeiro livro do diretor deste
Juanorte, trata-se de uma comovente saga de uma família
romeira iniciada em 1911 em Alagoas e que está, portanto,
completando 100 anos, juntamente com o aniversário de
emancipação política de Juazeiro do Norte,
fundado pelo Padre Cícero, hoje com quase 300 mil habitantes,
segunda maior e mais importante cidade do Ceará e principal
do Nordeste central do Brasil. Este quarto romance, entre 300
livros que já existem na literatura brasileira sobre
Juazeiro, teve seu primeiro lançamento no último
dia 24 de setembro, na Colina do Horto, no Juazeiro, aos pés
da Estátua do Padre Cícero, segunda maior do Brasil
depois do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Pela primeira
vez, um livro foi lançado no pátio junto ao pedestal
do monumento, que está comemorando 40 anos de existência
agora no dia 1º de novembro. Entre as autoridades presentes
ao evento, líderes políticos e empresariais, além
de educadores, jornalistas e universitários, o ex-prefeito
de Juazeiro, ex-secretário de Planejamento do Ceará
e ex-deputado federal, Mauro Sampaio, que quem construiu e inaugurou
a Estátua do Padre Cícero. De acordo com o autor,
“o romance demonstra a admirável capacidade do
Padre Cícero, com seu carisma e sua personalidade, de
manter enormes legiões de brasileiros do Nordeste sob
fidelidade absoluta aos ensinamentos e princípios cristãos,
ao longo de século, mesmo sob influências de todas
as transformações da sociedade. Os romeiros do
Padre Cícero vão mudando de perfil econômico
e cultural, ao longo do tempo, mas não mudam em absolutamente
nada em sua devoção ao Patriarca do Juazeiro”.
Jota Alcides lembra que quando Padre Cícero chegou e
se instalou no Juazeiro, em 1872, o arraial tinha apenas 20
casas de palha e 12 casas de telha: “Juazeiro é
hoje a Metrópole do Cariri e maior cidade do Nordeste
central do Brasil, exatamente como profetizou o Padre Cícero
em 1898, em Roma, onde foi recebido pelo papa Leão XIII
e anunciou ali que Juazeiro seria um grande centro de civilização
e fé”. Ao justificar o lançamento desse
seu primeiro romance, ressalta Jota Alcides: “Padre Cícero
é a glória de Juazeiro no mundo porque, além
de ser conhecido em mais de 150 países, ele já
tem cerca de 50 milhões de devotos brasileiros e Juazeiro
é a glória do Padre Cícero porque está
transformado no maior centro do catolicismo popular da América
Latina, recebendo 2,5 milhões de visitantes ao ano”.
Segundo ele, o romance é uma homenagem aos romeiros de
todo o Nordeste e do Brasil que têm tido um papel muito
importante no desenvolvimento do Juazeiro que é hoje,
perto de completar seu primeiro centenário, além
de principal centro urbano, social, econômico, político,
cultural, universitário, artístico e desportivo
do Nordeste central, é também o terceiro pólo
calçadista do Brasil com mais de 200 indústrias
oferecendo cerca de 30 mil empregos, o maior centro de comercialização
de produtos de ouro folheado de todo o Norte e Nordeste e principal
centro de artesanato do Brasil. O autor de “Juazeiro –
CIDADE GLORIOSA” fez questão de destacar também
o forte impulso que a cidade está tendo com a expansão
da educação: com a presença de cinco Universidades
e cerca de 50 Faculdades, Juazeiro do Norte está vivendo
um expressivo salto de qualidade em seu desenvolvimento consolidando
sua posição de liderança no interior cearense
como verdadeira Capital do Cariri, que está atraindo,
cada vez mais, grandes empreendimentos nacionais e estrangeiros.
Este ano ganhou o Atacadão-Carrefour, o primeiro do interior
do Nordeste, que está fazendo o maior sucesso. E agora
em outubro, Juazeiro passou a ter a sua segunda estação
de televisão, a TV Cariri, 122ª emissora afiliada
da Rede Globo de Televisão e que vai atingir quase 2
milhões de consumidores da região sul do Ceará
e dos Estados da Paraíba, Pernambuco e Piauí.
Por ser completamente abandonado e discriminado pelos sucessivos
Governos do Ceará, principalmente pelo atual, que só
pensa nos seus impostos e nos seus votos, mas não lhe
dá o devido retorno em investimentos, Jota Alcides avalia
que “Juazeiro é uma cidade vitoriosa e gloriosa”
por que conta com uma força extraordinária de
empreendedorismo privado e o entusiasmo permanente do seu povo
na trilha do progresso, legado memorável do seu fundador,
Padre Cícero Romão Batista. |
(04/10/2009)
CENTENÁRIO DO JUAZEIRO EM NOITE CULTURAL
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Com
o lançamento do livro “Juazeiro – CIDADE
GLORIOSA”, prestigiado por lideres políticos e
empresariais, além de historiadores, educadores e universitários,
Juazeiro do Norte ganhou um novo espaço cultural: pátio
da Estátua do Padre Cícero, na Colina do Horto,
ponto mais alto da cidade. Por iniciativa do jornalista e escritor
Jota Alcides, diretor deste Juanorte, para homenagear o Centenário
do Juazeiro, pela primeira vez um livro foi lançado no
local que, desde 1º de novembro de 1969, conta com a segunda
maior estátua do Brasil. Evento foi destaque de páginas
em dois dos principais jornais brasileiros:: Correio Braziliense,
de Brasília("Aos pés do Padre Cícero")
e Diário de Pernambuco("O que seria Juazeiro sem
a fé em Padre Cíceero). Durante essa semana, Jota
Alcides recebeu dezenas de mensagens de cumprimentos de personalidades,
inclusive do governador de São Paulo, José Serra,
pela lançamento do romance que relata comovente saga
de uma família romeira do Nordeste. Veja imagens do evento,
na noite de 24 de setembro, na Colina do Horto, diante do monumental
Padre Cícero iluminado e com bela vista panorâmica
de Juazeiro do Norte, principal cidade do Vale do Cariri.

Mesa de autoridades com ex-prefeito Mauro Sampaio, homenageado

Escritor Geová Sobreira apresentando obra de Jota Alcides

Administrador Salesiano do Horto, Padre José Venturelli

Jota Alcides discursa justificando seu romance sobre Juazeiro

Ex-prefeito Carlos Cruz e convidados no lançamento do
livro

Jornalista Luiz Carlos, deputados Vasques Landim e Manoel Salviano

Antonio Tenório, personagem do romance "Cidade Gloriosa"

Professora Marileide Macedo com deputado federal Manoel Salviano

Escritores Daniel Walker e Raimundo Araujo com amigos

Juazeiro noturno visto parcialmente a partir da Colina do Horto
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(27/09/2009)
JUAZEIRO ACLAMADO COMO CIDADE GLORIOSA
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Com
a presença de lideres políticos, empresariais,
intelectuais e universitários de Juazeiro do Norte, o
jornalista e escritor Jota Alcides lançou "Juazeiro
- CIDADE GLORIOSA" aos pés da Estátua do
Padre Cíceo, em celebração aos 40 anos
do monumento e ao Centenário de Juazeiro, que está
sendo comemorado com intensa programação até
2011. É o décimo primeiro livro e o primeiro romance
do escritor e o quarto romance entre quase 300 livros que fazem
parte do acervo da literatura brasileira sobre Padre Cícero
e Juazeiro. Entre as personalidades presentes ao evento cultural
na Colina do Horto, ponto mais alto de Juazeiro do Norte, atual
vice-prefeito municipal, Roberto Celestino, ex-prefeito e ex-deputado
federal Mauro Sampaio, ex-prefeito e atual deputado federal
Manoel Salviano, e ex-prefeito e ex-deputado estadual Carlos
Cruz, secretário de Turismo e Romaria do Juazeiro, José
Carlos Santos, presidente do Instituto Cultural do Vale Caririense,
José Ferreira, e presidente da Comissão do Centenário,
jornalista e escritor Menezes Barbosa. Quem apresentou a obra
e o autor aos convidados foi o filósofo e escritor Geová
Sobreira, também autor do prefácio de “Juazeiro
– CIDADE GLORIOSA”. Ele ressaltou a importância
do novo romance para a história literária de Juazeiro
do Norte porque enfoca comovente saga romeira que comprova a
fidelidade absoluta dos romeiros do Nordeste brasileiro ao Padre
Cícero do Juazeiro.Confessou-se impressionado com a emoção
contida nas páginas da história real de uma família
que deixou Alagoas a partir de 1911 com destino ao Juazeiro
atraída pelo Padre Cícero. Lembrou que Juazeiro
é uma cidade construída pela vontade e pela determinação
dos romeiros, inabaláveis diante de numerosas dificuldades
e até perversidades naturais, circunstanciais e até
oficiais. Em seguida,o autor da obra, Jota Alcides, discursou.
Recorreu ao grande filósofo alemão, Frederic Nietzsche:
“Conforme Nietzsche, todo grande homem tem uma força
retroativa e toda vez que sua vida é colocada na balança
da história, sempre surgem dos seus esconderijos mil
segredos diante da luz do Sol” . Por isso, resolveu prestar,
com o lançamento desse romance, homenagem a três
grandes homens na história do Juazeiro. Em primeiro lugar,
Padre Cícero, fundador e construtor do progressista Juazeiro.Lembrou
que quando ele chegou ao Juazeiro em 1872, o arraial tinha apenas
20 casas de palha e 12 casas de telha com cerca de 100 habitantes.
Com as iniciativas religiosas e civis do modesto capelão,
o lugar começou a se transformar rapidamente e, quando
aconteceu o chamado Milagre da Hóstia, em 1889, o povoado
já contava com 500 habitantes e não parou mais
de crescer. “Juazeiro é hoje o que nós estamos
contemplando aqui de cima da Colina do Horto. Uma grande cidade
oficialmente com 250 mil habitantes, mas extraoficialmente próxima
de 300 mil, segunda maior e mais importante cidade do Ceará,
Metrópole do Cariri e principal cidade do Nordeste central
do Brasil, exatamente como na profecia do Padre Cícero
feita em 1898, em Roma, onde foi recebido pelo papa Leão
XIII. Ali ele disse que Juazeiro seria o grande centro de civilização
e fé do Nordeste central do Brasil”, lembrou Jota
Alcides. Quanto à obra, o autor justificou que Padre
Cícero é a glória do Juazeiro no mundo,
porque é conhecido em mais de 150 países, e que
Juazeiro é a gloria do Padre Cícero pois está
transformado no principal centro do catolicismo popular da América
Latina, recebendo mais de 2,5 milhões de visitantes ao
ano”. Em segundo lugar, o jornalista e escritor prestou
homenagem ao ex-prefeito e ex-deputado federal Mauro Sampaio.
Disse que o ex-prefeito tentou imitar Padre Cícero como
gestor público realizando projetos de longo prazo para
acompanhar a velocidade do progresso do Juazeiro. Destacou duas
de suas obras: o estádio municipal Romeirão, construído
para 50 anos, com capacidade para 24 mil pessoas em pé
ou 10 mil sentadas, mas que já está superado devendo
passar por reforma e ampliação por exigência
da CBF, tendo em vista a presença do Juazeiro, através
do Icasa, na Série B do Campeonato Brasileiro de 2010;
e a Estátua do Padre Cícero, segunda maior do
Brasil, que é hoje o principal ícone do Juazeiro
e do Nordeste brasileiro no mundo. Para Jota Alcides, esta é
uma obra que Mauro Sampaio deixou como marco de realização
em arquitetura e engenharia para a história do Juazeiro
e do Brasil, merecendo, por isso, a eterna gratidão do
povo de Juazeiro do Norte. Finalmente, o autor homenageou a
figura do romeiro tão importante para o desenvolvimento
do Juazeiro. Ressaltou os principais momentos do romance de
uma família alagoana vinda de Viçosa, em Alagoas,
em 1926, para se fixar no Juazeiro sob orientação
do Padre Cícero.Despertou a atenção do
público no evento quando relatou que a família
de Izídio Tenório de Souza veio em lombo de burros
com cinco filhos pequenos transportados em caçuás.
Mais ainda quando anunciou a presença de um deles no
evento, Antonio Temório de Souza, hoje aos 88 anos, bastante
aplaudido. “Ele é um homem simples, de pouco saber,
mas muita sabedoria, e absolutamente fiel ao Padre Cícero”,
concluiu. Depois, falou o presidente da Comissão do Centenário
do Juazeiro, Menezes Barbosa, que, como o personagem do romance,
também conheceu Padre Cícero. Contou, inclusive,
uma história sobre um papagaio que ganhou de presente
do sacerdote. Menezes Barbosa destacou o papel literário
de Jota Alcides em favor do Juazeiro porque dos seus 11 livros,
até agora lançados, cinco se referem à
Cidade do Padre Cícero sob abordagens de comunicação,
história, filosofia e até cultura esportiva. Sublinhou
a alegria da Comissão em ter o romance “Juazeiro
– CIDADE GLORIOSA” inserido na programação
do centenário da cidade. Falou também o Administrador
Salesano do Horto, padre José Venturelli, confessando-se
feliz pela iniciativa do autor em fazer o primeiro lançamento
de livro aos pés da Estátua do Padre Cícero,
abrindo possibilidades para que o local seja, gradativamente,
transformado em importante centro cultural de Juazeiro do Norte.
Durante todo o evento coordenado pelo executivo logístico
FL Sousa e conduzido pelo cerimonialista Aguinaldo Carlos, o
público foi brindado com música regional sertaneja
da melhor qualidade executada por excelente grupo juazeirense
e delicioso coquetel acompanhado da famosa cajuína do
Juazeiro, o melhor refrigerante de caju do Brasil, complementando
a noite iluminada, refrescante e agradável na Colina
do Horto com direito à vista de bela e grandiosa panorâmica
da maior cidade do Vale do Cariri e do Nordeste central do Brasil.

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(13/09/2009)
FESTA DA PADROEIRA DO JUAZEIRO CENTENÁRIO
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Cerca
de 400 mil pessoas de todo o Nordeste participam até
esta terça-feria(15) da Festa de Nossa Senhora das Dores,
padroeira de Juazeiro do Norte, principal cidade do Vale do
Cariri, ao sul do Ceará, Capital da Nação
Romeira. Expectativa do secretário de Turismo e Romarias
de Juazeiro, José Carlos Santos, empolgado com a presença
de tantos fiéis de vários Estados do Brasil, foi
anunciada na quinta-feira(10) ao abrir a Exposição
“A Capelinha que virou Basílica”, uma atração
especial para os romeiros como parte da programação
do Centenário do Juazeiro, que já está
sendo comemorado e vai até 22 de julho de 2011. De acordo
com o Secretário, todas as secretarias do Governo Municipal
estão envolvidas e trabalhando para garantir o melhor
acolhimento possível aos peregrinos que chegam à
terra de Padre Cícero, vindos de todo o Nordeste, principalmente
Pernambuco e Alagoas. Depois de abrir, oficialmente, a exposição,
que se estenderá até o mês de fevereiro
do próximo ano, na Capela de Adoração ao
Santíssimo Sacramento, na Basílica de Nossa Senhora
das Dores, José Carlos dos Santos convidou a todos juazeirenses
para conhecer a amostra que reúne, inclusive, fotos da
época do Padre Cícero. Ele fez elogios aos professores
Daniel Walker e Renato Casimiro, que integram a Comissão
do Centenário, pelo zelo em torno da memória iconográfica
do Juazeiro.O Secretário garantiu que essa exposição
é a primeira de uma série dentro do projeto “Juazeiro
a Caminho do Centenário”. A curadoria decidiu ainda
inserir fotos de romeiros em suas orações no interior
da Basílica. José Carlos dos Santos falou, também,
sobre a instituição do “Troféu Mãe
das Dores” para premiar os veículos mais bem decorados
na Procissão dos Carros que acontece na tarde desta segunda-feira(14).
Conforme anunciou, a premiação será para
os três primeiros colocados e envolverá categorias
distintas como ônibus, caminhões e carros pequenos.
Com o título de “A Capelinha que virou Basílica”
, a exposição apresenta fotografias e textos que
mostram as mudanças arquitetônicas e a evolução
da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, marco zero de Juazeiro
do Norte. As fotos começam por telas imaginárias
que remontam à Vila do Joaseiro em 1827 com destaque
para a capelinha ao lado de frondosos pés de juazeiro.
Seguindo essa trilha, passa pela Igreja Matriz, Santuário
e, atualmente, Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores.
Os curadores da exposição são os professores
e memorialistas Daniel Walker e Renato Casimiro responsáveis,
também, pelos textos das fotografias. Trata-se de uma
iniciativa da administração Manoel Santana, através
da Secretaria de Turismo e Romarias e da Fundação
Memorial Padre Cícero. A amostra traz ainda a marca do
Centenário de Juazeiro e, de acordo com o Secretário
José Carlos dos Santos, outras exposições
serão realizadas, como “Da bodega ao Shopping”
e “Da casa de taipa aos Condomínios”. No
caso dessa exposição iconográfica da Basílica
do jauzeiro, muitas fotos mostrm eventos importantes ali realizados
como grandes concentrações romeiras, coroações,
liturgias históricas e o próprio velório
do monsenhor Murilo de Sá Barreto, saudoso Vigário
do Nordeste. |
(06/09/2009)
CENTENÁRIO DE JUAZEIRO MOBILIZA DUAS
CAPITAIS
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Festejos
do Centenário de Juazeiro do Norte, que vão
até 22 de julho de 2011, quando haverá histórica
celebração, já estão mobilizando
duas capitais do Nordeste. Em Fortaleza, nessa semana, o reitor
da Universidade Federal do Ceará, Jesualdo Farias,
juntamente com diretores de departamentos, do staff administrativo
e professores, recebeu a Comissão Organizadora do Centenário
de Juazeiro. Como juazeirense, manifestou seu amor à
Terra do Padre Cícero e colocou a UFC à disposição
para ajudar no esforço visando garantir maior brilho
às comemorações. Ressaltou que o Centenário
deve ser uma oportunidade para projetar, através de
políticas públicas, os rumos do Juazeiro. Sugeriu
para 2011 uma programação, durante o ano todo,
no Museu da UFC, em homenagem ao Juazeiro. Garantiu que fará
todo o possível para contribuir nas discussões
e no apoio à festa. Presente à reunião,
o prefeito de Juazeiro, Manoel Santana, agradeceu a disponibilidade
da reitoria da Universidade, lembrando tratar-se “de
um momento único e de grande importância na vida
da cidade, que começou com um levantamento histórico
das datas magnas que permeiam o Centenário do Juazeiro”.
Citou, como exemplo, os 100 anos da Imprensa do Juazeiro,
gerados a partir da primeira edição do jornal
“O Rebate”, que circulou, pela primeira vez, em
18 de julho de 1909. Membro da comissão, o professor
Renato Casimiro apresentou, por meio de um telão, o
esboço de um programa após a cronologia sobre
o processo de emancipação política do
Juazeiro. Ele pediu o apoio dos Departamentos de Arquitetura
da UFC na definição de um projeto para a nova
estação de passageiros do Aeroporto de Juazeiro,
o mais movimentado do interior do Nordeste, de Ciências
Agrárias, em relação ao projeto Arvore
do Centenário com o plantio de mudas de juazeiro; e
de História quanto á implantação
do Museu da Cidade do Juazeiro. Ao reitor, diretores e professores
da UFC, a comissão apresentou alguns projetos: Praça
do Centenário com marco zero; Monumento do Centenário;
implantação do relógio remissivo com
marcha regressiva para o Centenário; construção
do portal da cidade; e mapeamento da Nação Romeira.Em
seguida houve debates e os professores da UFC apresentaram
algumas sugestões: Régis Lopes, do Departamento
de História, indicou a tradução do livro
“Trail of Miracles”(A Trilha dos Milagres), da
professora Candace Slater, da Universidade da Califórnia(Berkeley);
Pedro Eymar, do Departamento de Arquitetura e do Museu de
Artes da UFC, sugeriu a reimpressão de cordéis
e importantes álbuns de xilogravuras; Olga Paiva, ex-diretor
do Iphan(Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional), apresentou a idéia de congregar
os artistas plásticos do Ceará em torno do tema
Juazeiro; Oswaldo Barroso, da Universidade Estadual do Ceará,
depois de afirmar que Juazeiro é um patrimônio
do Nordeste e do Brasil, numa dimensão que extrapola
limitações locais – “Não
é um município qualquer” – sugeriu
a implantação de marcos nas “cidades irmãs”
do Juazeiro a partir de mapeamento da Nação
Romeira; Ricardo Ness, diretor do Campus Cariri no Juazeiro,
defendeu a idéia de promoção de um seminário
“pensando Juazeiro para os próximos 100 anos”;
e a jornalista Ivonete Maia, ouvidora da UFC e presidente
da Associação Cearense de Imprensa, sugeriu
que o papel da imprensa na construção da história
e da emancipação do Juazeiro seeja tema de aula
inaugural para os futuros alunos do Campus Cariri. Em outra
reunião importante, em Fortaleza, cerca de 50 filhos
e amigos de Juazeiro do Norte, ouviram da Comissão
do Centenário uma explanação sobre os
projetos em discussão e os já aprovados na programação
comemorativa aos 100 anos da cidade. Encontro foi no Hotel
Sonata, promovido pela Afaj-Associação dos Filhos
e Afilhados de Juazeiro, liderada pelo seu presidente Odival
Limeira Lima. Uma das sugestões apresentadas foi de
Francisco Néri Filho pedindo a implantação
de um teleférico ligando a Basílica de Nossa
Senhora das Dores à Colina do Horto. Outra foi de Odílio
Figueiredo Filho para que sejam demarcadas as valas construídas
em 1914 para o movimento sedicioso que culminou com a deposição
do Governo Franco Rabelo. Fausto Guimarães recomendou
entendimentos com a ECT-Correios para lançamento de
um selo comemorativo aos 100 anos do Juazeiro. Foi registrada
também a idéia para cunhagem de uma moeda do
Centenário do Juazeiro pela Casa da Moeda do Brasil.
Para José Nildo Couto Bem, o prefeito deve promover
uma limpeza geral da cidade ponto fim na poluição
visual. Francisco Carlos Pontes indicou a promoção
de uma fórum de literatura e Carlos Alberto Marque
sugeriu a urbanização da ladeira do Horto por
ser importante atração turística da cidade.
Wilton Bezerra apelou para a edição de um livro
com resgate da memória do futebol do Juazeiro que hoje
tem o Icasa um dos 40 principais clubes de futebol do Brasil.
Presidente da Afaj, Odival Limeira Lima defendeu o reflorestamento
e a construção de um mirante monumental na Colina
do Horto, além da implantação de um centro
de referência cultural e a despoluição
do rio Salgadinho. Além dessas duas reuniões
na UFC e na Afaj, em Fortaleza, outro evento importante dessa
semana, em relação ao Centenário do Juazeiro
aconteceu em Maceió, Alagoas. Por sugestão da
vereadora e ex-senadora Heloisa Helena, a Câmara Municipal
de Maceió realizou na Faculdade Integrada Tiradentes
sessão solene em homenagem ao Padre Cícero lembrando
os 120 anos do “Milagre da Hóstia”. Compondo
a decoração da mesa oficial, um enorme banner
com a imagem de Nossa Senhora das Dores e alusão à
festa da Padroeira que acontece neste mês no Juazeiro
e a bandeira do município. Em seu discurso, a vereadora
Heloísa Helena citou ser algo de muita complexidade
filosófica, antropológica e teológica
falar sobre essa tema desde os primeiros momentos. “Diziam
até que Jesus Cristo não iria deixar de operar
milagres na Europa para fazê-los na pobre Juazeiro”,
falou salientando o seu respeito a todas as religiões.
Ela definiu a sessão como uma forma de homenagear o
Padre Cícero e esses romeiros tão especiais.Em
seguida, o padre Manoel Henrique, pároco de São
Pedro do Bairro Ponta Verde, proferiu palestra. Ele tomou
por base o seu trabalho de mestrado apresentado na Unicap
(Universidade Católica do Pernambuco) denominado “Do
anátema ao acolhimento pastoral; da condenação
e exclusão eclesial do Padre Cícero à
sua reabilitação histórica”. O
sacerdote disse ter participado do III Simpósio Internacional
sobre o Padre Cícero no Juazeiro. Para ele, a transformação
da hóstia em sangue são tatos consumados e não
houve embuste. “Pode até não ser sangue
de Cristo, mas um fenômeno”, acrescentou. Em seguida,
reparou que o milagre trouxe muitos problemas para o Padre
Cícero a exemplo do seu ingresso na política.
“Eu como sacerdote teria feito a mesma coisa, pois se
não podia exercer o sacerdócio tomaria o caminho
da política para poder ajudar as pessoas”, confessou
salientando que o “Padim” jamais deixou de ser
um grande pastor e conselheiro. Padre Manoel Henrique observou
ainda que se o religioso juazeirense fosse dominado pelo espírito
messiânico, teria fundado outra Igreja. Ele finalizou
sua palestra criticando os bispos anteriores da Diocese do
Crato para quem nunca valorizaram os romeiros. “Foi
preciso vir um bispo de fora, de origem italiana, para mudar
essa história”, assinalou. Falaram ainda a psicóloga
Maria do Carmo Ferreira, presidente da Fundação
Memorial Padre Cícero, o padre Jean Carlos Perini,
da Congregação Salesiana no Juazeiro, o vereador
juazeirenseTarso Magno e, finalmente, José Carlos dos
Santos, Secretário de Turismo e Romarias, representando
o prefeito Manoel Santana. Segundo o Secretário, Padre
Cícero não é só uma figura do
Juazeiro, mas uma referência para o país inteiro.
Expressou a gratidão dos juazeirenses pelas homenagens
da Câmara Municipal de Maceió aos romeiros e
ao “Padim”. A comitiva juazeirense esteve composta
ainda pelos vereadores Adauto Araújo, Roberto Sampaio,
Sargento Firmino e Mara Torres. Presidente da sessão,
Fátima Santiago, que é vice-presidenta da Câmara
de Maceió, se sentiu tão empolgada com a homenagem
ao Padre Cíceero que anunciou sua visita ao Juazeiro
do Norte no próximo dia 25 de setembro. “Vou
ver e sentir de perto a fé arraigada nessa gente que
ninguém consegue quebrar”, confessou. Alagoas
é um dos Estados do Nordeste que com mais presença
de romeiros entre os 2,5 milhões que, anualmente, visitam
Juazeiro do Norte. 
Reunião de Filhos e Amigos do Juazeiro em Fortaleza

Homenagem ao Juazeiro na Câmara Municipal de Maceió
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(19/07/2009)
MAIS DE 80 MIL NA ABERTURA DO CENTENÁRIO
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Cerca
de 80 mil pessoas, segundo cálculos oficiais, lotaram
a Praça dos Romeiros em frente à Basílica
Menor de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, durante
missa e show com o padre Reginaldo Manzotti e conceerto da
Orquestra Sinfônica do Ceará.. Os atos marcaram,
nesse sábado(18), a abertura da festa pelos 100 anos
de emancipação política do Juazeiro,
a partir do Centenário da Imprensa. Completaram-se,
nessa data, 100 anos do jornal “O Rebate” que
circulou pela primeira vez em 18 de julho de 1909 com o objetivo
de lutar pela Independência do Juazeiro.“Para
mim é um privilégio e me sinto lisonjeado em
poder participar desse momento histórico na abertura
da festa pelos cem anos dessa cidade marcada pela fé”,
disse o padre Reginaldo. Tanto na entrevista coletiva à
Imprensa, quanto na sua homilia, o sacerdote fez quaestão
de ressaltar as qualidades do Padre Cícero Romão
Batista, fundador do Juazeiro. Lembrou ser a segunda vez que
pisa o solo juazeirense e que na primeira viveu uma experiência
como romeiro passando dois dias viajando pelas estradas.“Muitos
aprenderam com o Padre Cícero desde criança
os valores da fé, principalmente o amor por Deus”,
declarou anunciando o desejo de criar laços maiores
com Juazeiro. Muito aplaudido em seu show musical, o padre
Reginaldo Manzotti é conhecido no País inteiro
porque apresenta o programa “Experiência de Deus”,
retransmitido para 400 emissoras de rádio em todo Brasil
e mais 15 países. São 14 anos de sacerdócio,
cinco CDs gravados e 100 mil ouvintes em média. Antes
da missa e do show dele, houve a apresentação
da Orquestra Sinfônica do Ceará. O sábado
começou com uma alvorada festiva e a abertura oficial
das comemorações aos 100 anos de Juazeiro do
Norte pelo prefeito Manoel Santana através de uma cadeia
de emissoras de rádio e TV. Já no período
da tarde, o auditório do Centro Cultural BNB-Juazeiro
recebeu bom público para a solenidade que marcou o
Centenário da Imprensa de Juazeiro. Quem fez a primeira
conferência foi da professora da Universidade Estadual
do Rio de Janeiro, Luitigarde Oliveira Cavalcanti Barros,
que falou sobre a importância do jornal “O Rebate”
na emancipação política de Juazeiro do
Norte. Segundo disse, o Padre Cícero confiava muito
na capacidade de leitura dos juazeirenses. Na época,
um vilarejo com 2.200 casebres, sendo a maioria de palha e
17 escolas com 15 delas formando a rede particular de ensino.“Ele
tinha vivo interesse e apoiava“O Rebate” enxergando
no jornal um instrumento para a construção de
uma opinião pública emancipatória”,
falou Luitigarde. Ela discorreu sobre as origens de cada um
dos responsáveis pelo jornal pioneiro na imprensa juazeirense
no caso o padre Alencar Peixoto, o professor José Marrocos
e o médico Floro Bartolomeu da Costa. Logo depois,
houve uma Mesa Redonda sobre “O Papel da Imprensa no
Desenvolvimento do Cariri”.De acordo com a programação,
os debatedores foram os professores Menezes Barbosa - presidente
da Comissão Organizadora do Centenário - e Luitigarde
Oliveira. Coube ao mediador Renato Casimiro fazer um retrospecto
sobre a Imprensa de Juazeiro. Ele antecipou detalhes relacionados
com a exposição aberta sábado e que continua
recebendo os visitantes no quarto andar do CCBNB-Juazeiro,
na rua São Pedro, no centro da cidade, onde poderão
conhecer amostras dos 328 jornais editados em Juazeiro ao
longo dos últimos 100 anos. O prefeito Manoel Santana
entregou kits contendo cartão postal, biografia de
Padre Cícero, folder sobre o município e outros
souvenirs aos professores Renato Casimiro e Luitigarde Oliveira
e ao Gerente Geral do BNB, Amaury Viana. Em seu discurso,
considerou o jornal “O Rebate” como um verdadeiro
marco e a expressão de força na independência
de Juazeiro. “Foi o defensor das nossas reivindicações
e do sonho de liberdade”, disse Santana. Ressaltou que
em todo grande movimento popular e toda grande transformação
social há sempre um jornal presente, como foi “O
Rebate” na história do Juazeiro. Ele sancionou
a Lei de criação do Dia da Imprensa do Juazeiro,
que passa a ser comemorado a cada 18 de julho. Toda a festa
foi coordenada pelo Secretário de Turismo e Romarias,
José Carlos dos Santos, que ficou empolgado com o sucesso
dos eventos. Um deles foi a abertura da exposição
com a distribuição da edição reimpressa
do primeiro número do jornal “O Rebate”,
datado de 18 de julho de 1909. O secretário lembrou
que os 100 anos de Juazeiro transcorrerão no dia 22
de julho de 2011, mas até lá acontecerão
muitos eventos sob a responsabilidade da Comissão Organizadora
do Centenário.
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(19/07/2009)
FESTA DA INDEPENDÊNCIA DO JUAZEIRO
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Um
vibrante concerto da Orquestra Filarmônica do Ceará,
seguido de missa do padre Reginaldo Manzotti e um show pirotécnico
na grande Praça dos Romeiros, em frente á Basílica
de Nossa Senhora das Dores, além de um ciclo de debates
e de uma exposição dos 328 jornais juazeirenses
editados nos últimos 100 anos, marcaram, nesse sábado(18),
o início dos festejos do Centenário de Juazeiro
do Norte, segunda maior e mais importante cidade do Ceará
e principal do Nordeste central do Brasil. Em verdade, o Dia
da Independência do Juazeiro será celebrado nesta
quarta-feira 22 de julho, mas a abertura do centenário
de sua emancipação política em 2011 foi
antecipada tendo em vista a comemoração dos 100
anos do primeiro jornal juazeirense, “O Rebate”,
editado a partir de 18 de julho de 1909 e que foi o principal
instrumento de divulgação, promoção
e persuasão da autonomia da cidade do Padre Cícero.
Por isso, por lei municipal sancionada pelo prefeito Manoel
Santana, essa data histórica é agora o Dia da
Imprensa do Juazeiro. Foi graças ao espírito de
luta desse jornal que, contagiou o povo e suas principais lideranças,
inclusive o Padre Cícero, que Juazeiro conseguiu sua
Independência. Juazeiro tinha, então, em 1909,
cerca de 18 mil habitantes. Mesmo já sendo o maior centro
populacional do Cariri, permanecia como povoado do município
do Crato e, nesse condição, começou a ensaiar
os passos para sua emancipação. Para isso, inspirou-se
em três grandes movimentos revolucionários brasileiros:
Conjuração Mineira de 1789, Revolução
Pernambucana de 1817 e Confederação do Equador
de 1824. Esses três movimentos tiveram como causa básica
o descontentamento generalizado pela forma rigorosa, agressiva
e abusiva com que Portugal explorava a riqueza brasileira e
cobrava impostos. Assim, os dois primeiros lutaram pela Independência
do Brasil, alcançada em 1822, e o terceiro pugnou, com
ameaça de separação territorial, pela consolidação
da autonomia nacional já que o despotismo da administração
colonial manteve-se mesmo após o Grito do Ipiranga. Algo
semelhante aconteceu no Juazeiro do Padre Cícero menos
de um século depois, começando em 1907. Diante
do despotismo do Crato, então já menor do que
Juazeiro, mas agressivo e abusivo na exploração
do Juazeiro, o povo juazeirense resolveu iniciar sua marcha
de caráter autonomista. Foi nesse clima de disposição
para uma reação que chegou ao Juazeiro o padre
Alencar Peixoto, vindo do Crato. Grande orador e vigoroso polemista,
logo incorporou os sentimentos e anseios do povo do Juazeiro
decidido a dar um basta nos abusos e não pagar mais impostos
para sustentar o Crato. Com sua liderança e seu espírito
audacioso, Alencar Peixoto, apoiado por Floro Bartolomeu, que
tinha grande prestígio político, por José
Ferreira de Menezes, líder comunitário, e pelo
professor José Marrocos, fundou o jornal “O Rebate”,
cuja primeira edição saiu em 18 de julho de 1909
fazendo eco às aspirações do Juazeiro.
Mais do que isso, tornou-se uma trincheira do Juazeiro em resposta
aos ataques e às grosserias do povo do Crato. É
dessa época o agora tão comentado espírito
de porco do Crato, criado e alimentado pelo Bispado do Ceará
e que permanece até hoje cometendo suas aleivosias e
vilanias contra o Juazeiro. Quem primeiro encarnou esse espírito
de porco, de forma aberta e veemente, porque ele sempre age
veladamente, foi o padre Tabosa Braga que, em 26 de agosto de
1909, em sermão de vitupérios na igreja do Crato,
ao lado do bispo auxiliar do Ceará, dom Manoel Lopes,
vindo de Fortaleza, fez graves e humilhantes ofensas ao povo
do Juazeiro. Já nessa época, como maior centro
econômico do Cariri, Juazeiro tinha todos os seus impostos
recolhidos à Prefeitura do Crato e não recebia
nenhum benefício em troca. Ou seja, o Crato explorava
a riqueza do Juazeiro para se manter e crescer e tudo fazia
para manter Juazeiro dependente e impedir seu crescimento. Diante
disso, divulgado e fortalecido pelo jornal de Alencar Peixoto,
o movimento autonomista juazeirense evoluiu rapidamente, envolvendo
toda a população, até que no dia 07 de
setembro de 1910 o povo do Juazeiro deu o seu Grito de Independência.
Pelos relatos históricos, exatamente na tarde daquele
feriado nacional, 88 anos da Independência do Brasil,
houve uma reunião na casa do Padre Cícero com
a presença de Alencar Peixoto, Floro Bartolomeu, Cicinato
Silva, Paulo Maia, José André e outros líderes
da comunidade juazeirense. Decisão final: a partir daquele
momento não haveria mais nenhuma ligação
entre Juazeiro e Crato, Juazeiro estaria separado do Crato e
Juazeiro não pagaria mais nenhum imposto ao Crato. Encerrada
a reunião na casa do Padre Cícero, os autonomistas
saíram em direção à principal praça
da cidade, perto da igreja de Nossa Senhora das Dores, onde
já eram aguardados por uma multidão. Paulo Maia
conduzia uma bandeira onde se lia “Viva a Nossa Independência”
Quando chegaram à praça, Alencar Peixoto fez um
discurso inflamado que terminou com “Viva a Independência
do Juazeiro”, acompanhado pela multidão em grande
vibração. Houve foguetório e muita comemoração.
Em 22 de julho do ano seguinte, 1911, decreto aprovado pela
Assembléia Legislativa do Ceará tornou, oficialmente,
Juazeiro cidade independente e dona do seu destino histórico.
Nomeado pelo governador Nogueira Acioli, Padre Cícero
assumiu como primeiro prefeito em 4 de outubro de 1911 sob contentamento
e entusiasmo do povo. Desde então, Juazeiro do Norte
vive em permanente marcha de progresso. Sentindo-se também
derrotada, a Igreja Católica no Ceará, sempre
a mesma Igreja, em atitude de vingança, cuidou de fazer
uma reparação ao Crato criando e instalando lá
em 1914 uma diocese que até hoje é sustentada
pelo cofres das paróquias do Juazeiro. Mas nisso também
Juazeiro já se acorda para autonomia porque mais de 96%
de sua população, segundo pesquisa real de 2008,
baseada em metodologia de estudo de opinião pública,
já exigem ao Vaticano a criação de sua
própria Diocese, conforme o sonho do Padre Cícero
e pedido dele feito em Roma, ainda em 1898, diretamente ao papa
Leão XIII. Apesar de todas as adversidades, sobretudo
das perseguições dos Governos e da Igreja no Ceará,
assim vai e assim segue sua marcha o Juazeiro, determinado e
autoconfiante, desfraldando a bandeira do Progresso, hoje com
quase 300 mil habitantes, líder absoluta do Cariri em
todos os setores e segmentos, detendo 50% da riqueza econômica
regional de 22 municípios da região de 1 milhão
de habitantes, maior cidade do Ceará, depois da capital,
Metrópole do Cariri e principal do Nordeste central do
Brasil. Por tudo isso, está festejando intensamente,
a partir deste julho de 2009 e até 2011, seu o seu primeiro
glorioso centenário. |
(12/07/2009)
COMEÇA FESTA DO CENTENÁRIO DO
JUAZEIRO
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Festejos
do Centenário de Juazeiro do Norte, maior e mais importante
cidade do interior do Ceará, com quase 300 mil habitantes,
e principal do Nordeste central do Brasil, começarão
neste 18 de julho, com a celebração dos 100 anos
da imprensa na cidade, e vão até 22 de julho de
2011, pois a Independência do Juazeiro foi decretada pela
Assembléia Legislativa do Ceará em 22 de julho
de 1911. Até isso acontecer, houve muita articulação
política liderada pelo Padre Cícero e intensa
mobilização popular estimulada pelo jornal “O
Rebate”, dirigido pelo padre Alencar Peixoto, marcando
pioneirismo na imprensa do Juazeiro. Papel desse jornal foi
tão importante que acabou inspirando e agitando o povo
para o Grito da Independência em 07 de setembro de 2010.
Por isso, o centenário do Juazeiro será aberto
com o centenário de sua imprensa, que será lembrado
neste 18 de julho. Depois de alvorada festiva, diversos eventos
ao longo do dia marcarão o centenário do surgimento
do jornal “O Rebate”, que foi um dos principais
agentes de mobilização popular para a conquista
da Independência do Juazeiro. Para a celebração,
foi recuperado exemplar da primeira edição do
jornal, existente no Museu Histórico do Rio de |Janeiro,
e cerca de cinco mil exemplares reimpressos serão distribuidos
entre autoridades, personalidades, professores e pesquisadores
da história do Juazeiro. De acordo com o Secretário
de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, que é
também coordenador executivo da Comissão do Centenário
do Juazeiro, entre os eventos do dia 18 de julho destacam-se,
às 20 horas, na Praça dos Romeiros, em frente
à Basílica de Nossa Senhora das Dores, missa seguida
de show pelo padre Reginaldo Manzotti, concerto da Orquestra
Filarmônica do Ceará, e sanção de
lei municipal pelo prefeito Manoel Santana fixando a data como
o Dia da Imprensa do Juazeiro. Antes, no mesmo dia, a partir
das 15 horas, serão proferidas palestras no auditório
do Centro Cultural do BNB/Juazeiro, na Rua São Pedro
337, centro da cidade. Primeiro, a professora da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luitigarde Oliveira Cavalcanti
Barros, abordará o tema “O Rebate e a Emancipação
Política de Juazeiro do Norte”. Logo depois haverá
uma Mesa Redonda sobre “O Papel da Imprensa no Desenvolvimento
do Cariri”.Serão debatedores a jornalista Ivonete
Maia, presidente da ACI (Associação Cearense de
Imprensa), o escritor Menezes Barbosa, presidente da Comissão
do Centenário do Juazeiro; e o jornalista e escritor
Lira Neto. Em seguida, caberá ao professor e memorialista
Renato Casimiro expor sobre “O Centenário da Imprensa
de Juazeiro do Norte”. Ao final, será aberta uma
exposição contendo os primeiros números
dos 328 jornais editados no Juazeiro ao longo de 100 anos, até
os dias atuais, destacando-se o pioneiro “O Rebate”(1909-1911).
Essa retrospectiva da imprensa juazeirense no seu primeiro centenário
ficará exposta ao público no CCBNB-Juazeiro até
dia 18 de agosto. Estarão apresentadas as primeiras páginas
de quase todos os primeiros números dos diversos títulos,
entre o pioneiro O Rebate (1909 - 1911). Exposição
ressalta a pluralidade dos interesses refletida na existência
destes veículos e a sua contribuição para
o desenvolvimento de Juazeiro e da região do Cariri.
No caso do Juazeiro, o primeiro jornal teve papel decisivo em
sua historia. Desde 18 de agosto de 1907, o movimento pela Independência
do Juazeiro começou a ganhar força com reunião
de importantes líderes da comunidade tratando de tornar
o então distrito autônomo, como cidade, independente
do município do Crato. Entre esses líderes, estava
o padre Alencar Peixoto que, percebendo o crescimento do anseio
do povo do Juazeiro, resolveu fundar o jornal “O Rebate”
cuja primeira edição circulou em 18 de julho de
1909. Além do próprio, escrevia no jornal Floro
Bartolomeu e José Ferreira de Menezes, todos amigos do
Padre Cícero, defendendo a imediata separação
de Juazeiro em relação ao Crato. Juazeiro, com
mais de 15 mil habtiantes, já maior do que o Crato e
sustentando o Crato, sem receber nada em troca, a não
ser atitudes violentas, não queria mais pagar impostos
ao Crato. Clima de revolta foi aumentando e no dia 10 de setembro
de 1910, os três do jornal “O Rebate”, Alencar
Peixoto, Floro Bartolomeu e Ferreira de Menezes, com outros
líderes da comunidade, estiveram reunidos na casa do
Padre Cícero e firmaram um pacto pela Independência.
Foi nesse dia que Padre Cícero pronunciou uma frase que
ficou cèlebre: “Sou filho do Crato, mas Juazeiro
é meu filho”.Ficou decidido que, a partir daquele
dia, Juazeiro não pagaria mais impostos ao Crato e não
suportaria mais, sem reação, a violência
de tropas do Crato. Depois da reunião, eles deixaram
a residência do Padre Cícero e foram até
a praça principal do povoado, onde, acompanhados de grande
multidão, gritaram “Viva a nossa Independência”.
Padre Alencar Peixoto fez discurso inflamado anunciando a autonomia
do Juazeiro sob os aplausos da multidão em grande vibração.Fato
consumado, seguiram-se os procedimentos que se estenderam até
22 de julho de 1911 quando, finalmente, foi decretada, oficialmente,
pela Assembléia do Ceará, a Independência
o Juazeiro. Passados 100 anos dessa emancipação,
Juazeiro do Norte é hoje a principal cidade do Nordeste
central do Brasil e um dos mais dinâmicos e progressistas
centros urbanos do País. |
(28/06/2009)
MAÇONARIA NO CENTENÁRIO DO JUAZEIRO
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Como
representantes de todas as lojas do Grande Oriente do Brasil,
os 40 maçons da Loja Maçônica Cavalheiros
Spartanos, de Juazeiro do Norte, estão elaborando sugestões
e propostas para serem apresentadas à Comissão
do Centenário do Juazeiro, cujos festejos se iniciam
agora no dia 22 de julho de 2009 e vão até 22
de julho de 2011, data da independência política
da Cidade do Padre Cícero, hoje com quase 300 mil habitantes,
Metrópole do Cariri, e a mais importante do Nordeste
central do Brasil. Essa participação dos maçons
é resultado de reunião de trabalho da Comissão
do Centenário, representada pelo seu presidente jornalista
e escritor Menezes Barbosa, pelo secretário geral Renato
Dantas, e por dois outros membros, escritores Daniel Walker
e Raimundo Araújo, com dirigentes da loja maçônica
pioneira em Juazeiro do Norte. Eles apresentaram aos maçons
o calendário de eventos e as iniciativas que estão
sendo adotadas para que Juazeiro possa comemorar condignamente
seu centenário. Ao justificar a reunião, disse
o presidente da Comissão, Menezes Barbosa: . “O
Centenário é de Juazeiro e não do Padre
Cícero. Por isso, será uma festa cívica
e ecumênica que pretendemos envolver a todos”. Assim,
várias outras reuniões estão sendo e serão
realizadas com diversas entidades e segmentos representativos
da sociedade do Juazeiro. Dentre as ações em desenvolvimento,
apresentadas aos maçons, o Secretário-Geral da
Comissão, Renato Dantas, destacou o mapeamento da Nação
Romeira, que está sendo feito pelas irmãs Annete
Dumoulin e Ana Teresa Stela Guimarães. Objetivo é
identificar todas aquelas cidades do País que ostentam
uma relação próxima com Juazeiro do Norte
oferecendo ruas, avenidas e praças com nome do Padre
Cícero ou colocando estátuas do Patriarca do Juazeiro.
Pretende também a Comissão nomear embaixadores
juazeirenses em diversos lugares do País como responsáveis
pela coleta de idéias e a divulgação da
festa pelos 100 anos do município. Outra pretensão
é fazer o símbolo maior da cidade marcar presença
em diversos lugares com o projeto “Árvore do Centenário”.
Seria a distribuição de um milhão de pés
de Juazeiro nas próximas romarias e junto aos peregrinos
para que eles possam plantar. Já está aprovada
a criação do “Jornal do Centenário”
para divulgar todas essas atividades, com lançamento
previsto para o mês de setembro próximo. Os maçons
tomaram conhecimento ainda de outros eventos programados para
este ano como o Centenário da Imprensa, da Literatura
de Cordel e da Xilogravura e a Mostra SESC de Arte e Cultura.
Outra questão mencionada aos maçons foi definição
do Marco Zero de Juazeiro, em frente à Praça dos
Romeiros. De acordo com Daniel Walker, que é Secretário
Geral da Secretaria de Turismo e Romarias de Juazeiro do Norte,
poucas cidades do Brasil, como Recife, Porto Alegre e Curitiba,
possuem e preservam o Marco Zero. No Juazeiro, a Prefeitura
que ir aos primórdios reconstituindo o vilarejo que deu
origem à cidade em meio a Praça da Independência
e construindo, ao lado, a Avenida do Centenário. Daniel
citou, também, o projeto que prevê a construção
de três grandes portais nas entradas de Juazeiro pelos
municípios de Crato, Barbalha e Caririaçu, bem
como a construção do Museu de Juazeiro. Os membros
da comissão relacionaram ainda o projeto de sinalização
turística que já está sendo implantado
e o futuro Roteiro da Fé com previsão de 4,8 quilômetros
de calçadão entre os templos religiosos e locais
expressivos da história do Juazeiro. Ao final da reunião,
o líder maçônico Antonio Nivaldo Parente
anunciou que a Loja Cavalheiros Spartanos vai participar intensamente
das festividades pelos 100 anos de Juazeiro do Norte que serão
iniciadas agora em julho. Ele lembrou que a loja do Juazeiro
do Grande Oriente do Brasil estará completando 74 anos
em setembro próximo. Nasceu da iniciativa do jovem Fausto
Guimarães, estudante em João Pessoa, Paraíba,
cuja família morava no Juazeiro. De volta ao Juazeiro,
em 1930, trazendo na bagagem segredos da Loja Maçônica
Branca Dias, conheceu os comerciantes Modesto Costa e Alfeu
Aboim, então os únicos maçons residentes
na cidade. Muito observador e cauteloso, Fausto Guimarães
foi logo convidado pelo Padre Cícero para ser seu secretário
particular.Nessa época, o caldeirão político
e religioso no País estava fervendo e o Padre Cícero,
líder popular em todo o Nordeste, era intensamente consultado
nas decisões políticas do Estado e do Brasil.
E sentiu, rápido, nas idéias políticas,
sociais e filantrópicas do seu secretário, que
ele era adepto de uma filosofia milenar que só a maçonaria
pregava. Então, Padre Cícero, inteligentemente,
deixou claro que não era contra a Maçonaria, mas
considerava inoportuno aquele momento para que a Maçonaria
fixasse ou se desenvolvesse em Juazeiro do Norte. Fausto Guimarães
entendeu e repassou a mensagem aos amigos Modesto Costa e Alfeu
Aboim, ficando a idéia de fundação de uma
loja maçônica no Juazeiro adormecida, aguardando
melhor circunstância. Assim, somente após a morte
do Padre Cícero, em 20 de julho de 1934, eles voltaram
ao projeto. Em março de 1935, Juazeiro recebeu a visita
do delegado do Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil
no Ceará, Torres de Melo, acompanhado de representantes
de Fortaleza. Já não existia o compromisso assumido
com o Padre Cícero, em virtude de seu falecimento, e
foi decidida a criação da Loja Maçônica
Cavalheiros Spartanos, instalada oficialmente em 7 de Setembro
de 1935 sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil.
Um mês depois, em outubro, foi criada uma segunda loja
no Juazeiro, a Evolução Nordestina, para garantir
o número de lojas suficiente à instalação
do Grão-Mestrado no Ceará. Dessa maneira, Juazeiro
do Norte passou a fazer parte da história da Maçonaria
no Brasil que está na história do Brasil desde
o antigo sistema colonial. Associação semi-secreta,
difundida no mundo todo, sob os princípios de fraternidade
e da filantropia, a maçonaria não é seita
nem entidade religiosa, mas não aceita ateus entre seus
membros porque os maçons professam a crença em
um Ser Supremo. Ela é suprarreligiosa, aceitando cristãos,
judeus, muçulmanos, budistas e qualquer cidadão
que tenha de fé. Surgiu em meados do século XV
na Inglaterra com lojas de free-masons ("pedreiros livres"),
inicialmente reservadas somente a profissionais ligados a esse
ofício (arquitetos e engenheiros). Depois, abriu-se para
membros da nobreza, da burguesia e do clero. No Brasil, sua
influência cresceu consideravelmente durante o processo
de formação do Estado Brasileiro, onde apareceu
como uma das mais importantes instituições de
apoio à independência, permanecendo atuante ao
longo de todo período monárquico no século
XIX. De tal forma que história do Brasil Império
é também a história da maçonaria,
que atua na política nacional desde os primeiros movimentos
de independência, passando pelos irmãos Andradas
no Primeiro Reinado, até as mais importantes lideranças
do Segundo Império, no final do século XIX. Apesar
de estar presente no Brasil desde a Inconfidência Mineira,
no final do século XVIII, a primeira loja maçônica
brasileira surgiu filiada ao Grande Oriente da França,
sendo instalada em 1801 no contexto da Conjuração
Baiana. A partir de 1809 foram fundadas várias lojas
no Rio de Janeiro e Pernambuco. Constituiu-se um importante
veículo de divulgação dos ideais de Independência
do Brasil em 1922. Atualmente, há cerca de 300 mil maçons
no País, sendo 150 mil pertencentes ao Grande Oriente
do Brasil, com sede em Brasília. |
(18/05/2009)
O REBATE - JORNAL DA INDEPENDÊNCIA
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Uma
viagem pela história da imprensa do Juazeiro. Foi assim o marco
inicial das celebrações do Centenário do Juazeiro, que irão
até 22 de julho de 2011, com o lançamento oficial da programação
relativa aos 100 anos da imprensa juazeirense. Diante de autoridades
municipais e profissionais da mídia do Juazeiro, a Comissão
do Centenário apresentou no auditório do Panorama Hotel, no
centro da cidade, nessa segunda-feira(18), a edição recuperada
do número 01 do primeiro jornal do Juazeiro, "O Rebate", lançado
em 18 de julho de 1909, com o objetivo específico de lutar pela
emancipação política juazeirense. "Desassombrado, sem temer
os homens da sombra" para "levar luz e calor à consciência do
povo", assim resumia sua missão em primeiro editorial. Entre
os presentes à antecipação comemorativa dos 100 anos da imprensa
do Juazeiro, o prefeito Manoel Santana, o vice Roberto Celestino,
o secretário de Turismo e Romaria, José Carlos dos Santos, e
outras personalidades. Durante o evento, o presidente da Comissão
do Centenário, escritor e cronista Menezes Barbosa, fez um relato
histórico da independência do Juazeiro e os professores e pesquisadores
Renato Casimiro e Daniel Walker apresentaram um painel da história
política, religiosa e econômica da cidade a partir de inúmeros
exemplares de jornais catalogados e que circularam na cidade
nesses 100 anos. Casimiro chegou a exibir, inclusive, diversos
exemplares de 284 jornais que circularam na cidade ao longo
desse período. Com relação ao O Rebate, disse que o jornal representou
um fato de extrema relevância sendo o mais importante de todos
impressos no Juazeiro. Durante dois anos, O Rebate circulou
mensalmente chegando a 104 edições e um total de 416 páginas,
deixando de existir em 13 de agosto de 1911 quando seu objetivo,
a emancipação do Juazeiro, já havia sido conquistado em 22 de
julho de 1911, data em que, por lei, Juazeiro virou cidade e
sede de município. Casimiro considera o jornal até como uma
manifestação das artes por conta das dificuldades para imprimir
o periódico num vilarejo. Diz acreditar que o cordel no Juazeiro
igualmente nasceu com esse jornal, através das poesias de Leandro
Gomes de Barros ali publicadas, a exemplo da própria xilogravura.
Fundado por Alencar Peixoto, sacerdote e jornalista, e com participação
intensa de Floro Bartolomeu, médico e político, o jornal nasceu
para rebater agressões e acusações do povo do Crato ao povo
do Juazeiro e assumiu vigorosa militância em defesa da independência
juazeirense. Sua luta encampou de forma absoluta o anseio do
povo do Juazeiro de não pagar mais impostos ao Crato e construir
a sua autonomia política. Com "artigos de fogo" escritos por
Alencar Peixoto e Floro Bartolomeu, o jornal incentivou e mobilizou
o povo do Juazeiro até o Grito pela Independência, que aconteceu
em 7 de setembro de 1910, no dia de comemoração da Independência
do Brasil. Graças ao estímulo do jornal, o povo foi às ruas
gritando "Viva a nossa Independência". Desse dia em diante,
Juazeiro, definitivamente livre do município do Crato, passou
a ter uma história de acelerado desenvolvimento ao ponto de
hoje, próximo de completar 100 anos, constituir-se a Metrópole
do Cariri e principal cidade do Nordeste central do Brasil.
Completa trajetória de O Rebate estará em exposição sobre o
Centenário do Juazeiro, a partir de 18 de julho próximo, no
Centro Cultural do Banco do Nordeste-CCBNB-Juazeiro, onde serão
mostradas 300 primeiras páginas de jornais juazenreses de 1909
a 2009. Essa retrospectiva da imprensa juazeirense deverá se
tornar itinerante pelas escolas da cidade. Os primeiros 1000
visitantes da exposição receberão uma cópia desse primeiro número
de O Rebate como edição comemorativa. Exposição terá ainda um
catálogo que antecipa da História da Imprensa de Juazeiro do
Norte a ser lançada em 2011, fechando as celebrações do Centenário.
Além disso, no dia 18 de julho, no auditório do mesmo CCBNB-Juazeiro
será realizado um fórum sobre o papel da imprensa no desenvolvimento
de Juazeiro do Norte, quando serão discutidos e analisados aspectos
da imprensa inovadora, de resistência, alternativa, novas mídias
e a grande imprensa. Durante o evento dessa segunda-feira(18),
no Panorama Hotel , o prefeito Manoel Santana, o vice Roberto
Celestino e o presidente da Comissão do Centenário, Menezes
Barbosa, descerram quadro com a primeira edição recuperada de
O Rebate. De acordo com o Secretário de Turismo e Romaria, José
Carlos dos Santos, a festa do Centenário do Juazeiro foi aberta
com os 100 anos da Imprensa pela própria importância dada ao
jornal O Rebate, que muito contribuiu na conscientização do
povo quanto à libertação do Juazeiro. Já o prefeito Manoel Santana
parabenizou a comissão pelos trabalhos que está realizando,
declarando-se seguro de que "a programação do Centenário de
Juazeiro está entregue em boas mãos". Empolgado, garantiu todo
o apoio do Governo do Juazeiro à comissão e anunciou estudos
para a possibilidade da destinação de um percentual do IPTU
(Imposto Predial e Territorial Urbano) para os preparativos
e programação até 2011 com muitas festas populares, eventos
artísticos, culturais, religiosos e políticos.

Comemoração dos 100 anos da Imprensa do Juazeiro

Profissionais da mídia lotam auditório do Panorama
Hotel

Renato Casimiro mostra jornais antigos do Juazeiro

Menezes Barbosa, Manoel Santana e Roberto Celestino
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