O primeiro jornal fast-news do Nordeste
JUAZEIRO DO NORTE - CE
JUANORTE
Jornal de Opinião da Metrópole do Cariri
Capa      07/03/2010    Edição 072

CENTENÁRIO DO JUAZEIRO

(14/02/2010)
GREENPEACE HOMENAGEIA PADRE CICERO

Foto: Santinho do Greepeace
Organização internacional e independente, fundada em 1971, nos Estados Unidos, que atua para defender o meio ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos. Investigando, expondo e confrontando crimes ambientais, desafiando os tomadores de decisão a reverem suas posições e mudarem seus conceitos, o Greenpeace no Brasil está divulgando, agora, os preceitos ecológicos do Padre Cícero, como conselhos que devem ser seguidos pelas autoridades em todo o mundo e por todos os brasileiros. Defensor de soluções economicamente viáveis e socialmente justas, que ofereçam esperança para atual e para as futuras gerações, o Greenpeace ganhou rápida expansão e aos oito anos de existência já estava presente em sete países. Então, teve que escolher um dos escritórios como o centro internacional de decisão e supervisão das atividades da instituição. Nasceu então o Greenpeace Internacional (GPI), sediado em Amsterdã. Com sua importância e sua influência internacionais, o Greenpeace está mostrando ao mundo, em matéria no seu site www.greenpeace.org.br, sob o título “Arvores do Padim Ciço tomam o sertão” , onde homenageia Padre Cícero como Padroeiro das Florestas, destaca: “Juazeiro, além de uma cidade, é nome de uma árvore. E a árvore é um símbolo do sertão e da terra de Padre Cícero. Padre Cícero era um defensor das matas e de Juazeiro, a cidade e a árvore. Seus preceitos ecológicos - não matar animais, não derrubar, plantar árvores até todo o sertão ser uma mata só - são um exemplo a ser seguido sempre, mas especialmente hoje, quando a bancada da motosserra de Brasília ataca nossas florestas”. Depois de lembrar que os romeiros que prestam homenagem a Padim Ciço em Juazeiro do Norte estão recebendo mudas da árvore juazeiro, conforme projeto do Centenário do Juazeiro, que pretende distribuir 1 milhão de mudas da árvore fica verde até no verão, uma bênção para os sertanejos, o Greenpeace adverte: “Falta agora os deputados federais que querem demolir o Código Florestal abrir seu coração para os sábios conselhos de Padre Cícero e seguir o exemplo de seus romeiros”. Finaliza pedindo aos internautas que repassem para amigos e conhecidos um santinho do Padre Cícero, com seus mandamentos ecológicos. “Não deixe a bancada da motosserra derrubar nossas florestas”, arremata. O Greenpeace esfá no Brasil desde 26 de abril de 1992 (aniversário da explosão da usina nuclear de Chernobyl) quando chegou ao Rio de Janeiro, às vésperas do início da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, a bordo do navio Rainbow Warrior para participar do encontro. A embarcação e suas velas azuis fizeram sucesso no litoral carioca. rumou para Angra dos Reis, onde 800 cruzes foram afixadas no pátio da usina nuclear local, simbolizando o número de mortes ocorrido no trágico acidente na Ucrânia. O evento marcou oficialmente a inauguração do Greenpeace no Brasil. Mas a participação do Greenpeace no Brasil não se resume à preocupação com a escalada nuclear. Ele luta, arduamente, também, contra a dilapidação dos recursos naturais da Amazônia, as mudanças climáticas, bem como a entrada dos transgênicos nos campos brasileiros e suas duvidosas consequências para o meio ambiente e saúde humana. Por não aceitar doações de governos, empresas ou partidos políticos, o Greenpeace existe graças à contribuição de milhões de colaboradores em todo o mundo, que garantem sua independência e seus compromissos com qualidade de vida. Atualmente, o Greenpeace está presente em mais de 40 países e conta com a colaboração de aproximadamente 3 milhões de pessoas.
Urna com Dom Bosco chegando à Colina do Horto no Juazeiro


(07/02/2010)
EMOÇÃO DO JUAZEIRO CENTENÁRIO COM DOM BOSCO

Foto RF Araújo: Dom Bosco em urna   na Capela do Socorro
“Foi um tempo de graça”. Assim o diretor dos Salesianos em Juazeiro do Norte, padre Antonio Gomes, definiu para o Juanorte a passagem de Dom Bosco, em urna de peregrinação mundial, pela Cidade do Padre Cícero, nessa semana, integrando as celebrações da programção do Centenário do Juazeiro. Em plena Romaria das Candeias, a primeira do ano e uma das maiores de todos os anos, Juazeiro estava com sua população dobrada para 600 mil habitantes com os quase 300 mil romeiros de todo o Brasil. Foi nesse clima de fervor coletivo que Juazeiro recebeu as relíquias de Dom Bosco. Salesianos de todo o Nordeste vieram para lo Juazeiro a fim de receber o seu fundador. Padre Cícero chamava os padres de Dom Bosco de Devotos de Maria Auxiliadora e tudo fez para que eles se instalassem no Juazeiro. Em carro aberto, a urna com a imagem e as relíquias de Dom Bosco percorreu as principais ruas da cidade sob reverência e aplausos da população.Por suas estimativas, cerca de 200 mil pessoas saudaram Dom Bosco no Juazeiro em todos os seus momentos de visitação: na Colina do Horto, na igreja do Socorro, na igreja da Paróquia de Dom Bosco e na longa vigília no Santuário do Sagrado Coração de Jesus. Somente a vigília, da tarde de segunda-feira até a manhã da terça-feira, deve ter sido acompanhada por aproximadamente 150 mil pessoas. Milhares de romeiros fizeram questão de ver de perto as relíquias de Dom Bosco. Com certeza, Juazeiro proporcionou a Dom Bosco a maior recepção nessa sua excursão pelo Brasil. Na Colina do Horto, onde se encontra o maior patrimônio imóvel deixado pelo Padre Cícero para os Salesianos, a urna com Dom Bosco foi levada até a igreja do Bom Jesus do Horto, em cumprimento a uma promessa feita pelo fundador do Juazeiro. Mas, segundo padre Antonio Gomes, o momento mais emocionante mesmo foi a visita de Dom Bosco ao Padre Cícero em seu túmulo na Capela do Socorro que reuniu uma grande multidão de fiéis em clima de devoção e emoção. Na chegada de Dom Bosco, em urna de 530 quilos com sua imagem e suas relíquias, ao Santuário do Sagrado Coração de Jesus, o poder público do Juazeiro se fez presente, através do prefeito Manoel Santana fazendo o descerramento de uma placa comemorativa ao que foi denominado encontro de São João Bosco com o Padre Cícero. Em sua saudação, o prefeito lembrou sua condição de ex-aluno do Colégio Salesiano do Juazeiro e destacou su orgulho em receber as relíquias de Dom Bosco na cidade. Placa afixada pelo governo municipal no Santuário contém a seguinte mensagem: “Neste local estiveram em peregrinação as Relíquias de Dom Bosco, assinalando o encontro simbólico do Padre Cícero e São João Bosco. Para marcar esse evento histórico, a administração municipal se regozija com o seu povo e manifesta a sua gratidão pelos 70 anos da presença salesiana em Juazeiro e sua contribuição ao desenvolvimento desta cidade centenária”. Outro destaque da placa é uma citação atribuída ao Padre Cícero que deixou sua herança para obra dos Salesianos de Dom Bosco no Juazeiro: “Já me sinto no final da minha existência e, por isso mesmo, desejo morrer tranqüilo, vendo iniciada aqui a grande, notável e benfazeja obra dos Salesianos”. Cerimônia de recepção a Dom Bosco no Santuário do Sagrado Coração de Jesus teve a participação da Banda de Música Padre Cícero.
Foto RF Araújo: Dom Busco em urna no Horto
Urna com Dom Bosco chegando à Colina do Horto no Juazeiro
Foto RF Araújo: Dom Bosco na Igreja de Bom  Jesus
Caminhão com urna de Dom Bosco na Igreja de Bom Jesus do Horto
Foto RF Araujo: Vigília no Sagrado Coração de Jesus
Dom Bosco em urna no Santuário do Sagrado Coração de Jesus

(31/01/2010)
ROMEIROS RECEBEM ÁRVORE DO CENTENÁRIO

Foto Demontier Tenório: Lgo da Árvore do Centenário
Projero Árvore do Centenário, iniciativa da Secretaria Municipal de Turismo e Romarias de Juazeiro do Norte e da Comissão Organizadora do Centenário de Juazeiro , começa a ser executado nesta Romaria das Candeias que quase dobra a população da cidade para 600 mil habitantes. É uma das romarias de maior participação do povo do Nordeste porque foi criada pelo Padre Cícero em homenagem à Nossa Senhora e para garantir uma Noite Iluminada no Juazeiro, hoje um dos maiores espetáculos de manifestação religiosa no Brasil. Neste ano, os peregrinos poderão se cadastrar e receber uma senha na Casa Paroquial da Basílica Nossa Senhora das Dores se habilitando a participar do projeto que pretende distribuir 1 milhão de mudas de juazeiro, árvore símbolo do Centenário da cidade. Na manhã desta terça-feira, dia 2 de fevereiro, todos pegarão as mudas de juazeiro nas imediações da Basílica. De acordo com o Secretário de Turismo e Romaias e Coordenador Executivo da Comissão do Centenário, José Carlos dos Santos, ficou acertado com a Igreja que as mudas serão bentas. Desta forma, na própria terça-feira ao meio-dia, os romeiros que receberem as mudas irão erguê-las no interior da Basílica no momento da tradicional celebração de despedida dos fiéis que vieram ao Juazeiro. Deverão ser distribuídas três mil mudas, nesse primeiro momento. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura Municipal do Juazeiro em parceira com o Governo do Estado que possibilitou a criação de um viveiro, especialmente para essa promoção do Centenário de Juazeiro do Norte e também para recuperação do ecossistema da Colina do Horto onde se encontra a estátua do| Padre Cícero, segunda maior do Brasil, e hoje ícone do Ceará no mundo inteiro. Árvore do Centenário, o juazeiro é uma planta típica dos sertões nordestinos e como havia três frondosos pés no antigo Tabuleiro Grande, onde o Padre Cícero chegou em 1872 quando iniciou suas atividades como capelão, o povoado passou a se chamar Juazeiro. Da família das ramáceas, seu nome científico é Zizyphus joazeiro. De porte mediano, pode atingir até 15 metros de altura, esgalhado desde o solo, com ramos flexuosos e formando uma grande copa. Sempre verde, mesmo em tempo de seca, o juazeiro nunca perde as folhas e cresce até em terreno pedregoso e árido. Constitui importante alimento para o gado durante os períodos de longa estiagem. Seus frutos, pequenas drupas globosas, são comestíveis e bastante apreciados pelos animais. Além disso, o juazeiro tem sido utilizado popularmente também para produção de dentrifício porque rende uma pasta própria para escovar os dentes. Uma grande indústria nacional até já lançou um creme dental utilizando propriedades do juazeiro recomendas, especialmente, por sua dimensão de branqueamento dos dentes. Atualmente, em torno de Juazeiro do Norte, sobretudo na periferia norte, na saída para Caririaçu, é possível se observar a existência de muitos pés de juazeiro com seu verde permanente destacando-se na paisagem do belo Vale do Cariri.

(06/12/2009)
JUAZEIRO TERÁ MUSEU MONSENHOR MURILO

Foto Demontier Tenório: Monsenhor Murilo Barreto
Dentro das celebrações do Centenário de Juazeiro do Norte, o Governo Municipal vai prestar homenagem ao ex-pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Dores com a instalação do Museu do Monsenhor Murilo. O anúncio foi feito pelo prefeito Manoel Santana na passagem dos quatro anos da morte do monsenhor Murilo de Sá Barreto, que se completaram nessa sexta-feira(04). Ele morreu no dia 4 de dezembro de 2005, em Fortaleza, após uma cirurgia, depois de complicações de sua saúde por hipertensão e diabetes.Segundo o prefeito, o museu ficará instalado no Rancho dos Romeiros que será construído para acolhimento dos romeiros pobres com quem o saudoso Vigário do Nordeste muito se identificava. De acordo com o projeto da Prefeitura do Juazeiro, o Rancho dos Romeiros, com capacidade para mil pessoas, fará parte do chamado Complexo do Centenário que reúne as obras estruturantes para marcar a passagem dos 100 anos de Juazeiro do Norte. Ele será construído em terreno ao lado do Fórum Eleitoral. Além disso, terá função multiuso, podendo, também, receber pessoas de outras cidades fora dos períodos de romarias como estudantes que se deslocam ao Juazeiro para participar de eventos festivos e culturais. Segundo o Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, a Comissão Organizadora do Centenário aprovou a idéia do prefeito Manoel Santana de batizar o rancho com o nome do querido Vigário do Nordeste. Mais que isso, será dedicada atenção especial ao espaço dentro do rancho que vai preservar à memória do Monsenhor Murilo que foi, como o Padre Cícero, um grande amigo dos romeiros, incentivador das romarias e benfeitor do Juazeiro. Ainda conforme o secretário, no Museu de Monsenhor Murilo ficará exposto um grande painel fotográfico contando a sua vida, como vigário e educador, além de alguns de seus objetos pessoais. Para o prefeito Santana, será uma justa e merecida homenagem, que expressará toda a gratidão da cidade centenária ao seu saudoso vigário. Todos os projetos já foram elaborados e estão em poder da Comissão do Centenário. Padre Murilo de Sá Barreto foi por mais de 40 anos, ate 2005, o principal líder religioso de Juazeiro do Norte, verdadeiro sucessor do Padre Cícero. Sua morte foi uma perda irreparável para Juazeiro deixando uma lacuna ainda não preenchida. Além de sacerdote dedicado, defensor firme do Padre Cícero e das romarias, carinhosamente saudado pelos romeiros como Vigário do Nordeste, desenvolveu atividades de educador, comunicador, escritor, conferencista e animador cultural, participando intensamente do desenvolvimento geral da cidade.

(22/11/2009)
COMISSÃO APRESSA PROJETOS DO CENTENÁRIO

Foto Demontier Tenório: Comissãod o Centenário na Secretaria de Educação
Todos os projetos do Complexo do Centenário, com as obras estruturantes para marcar a data de emancipação política de Juazeiro do Norte, em 2011, já estão em mãos do secretário de Turismo e Romarias do Juazeiro, José Carlos dos Santos.Destacam-se, entre as obras previstas, a Praça do Centenário com o Marco Zero, Rancho Popular com o Memorial Monsenhor Murilo, Museu da Cidade, Relógio Remissivo, Portais de entrada de Juazeiro e os monumentos de identidade histórica. Segundo o secretário, a pressa agora é pela elaboração dos projetos desses equipamentos para aque possam ser negociada a inclusão de verbas no Orçamento Geral da União. Detalhamento dos projetos já foi apresentado aos membros da Comissão do Centenário pela arquiteta Gizele Menezes. O rancho popular, por exemplo, vai ter capacidade para receber até mil pessoas. Quanto aos portais serão erguidos na Avenida Padre Cícero(entrada pelo Crato), Avenida Leão Sampaio(entrada por Barbalha), Rodovia Padre Cícero(entrada por Caririaçu) e Avenida Virgílio Távora(entrada pelo Aeroporto Regional do Juazeiro). O Governo do Estado já se dispôs a construir dois portais, ficando os outros dois com a Prefeitura. Além disso, um monumento em alto relevo vai mostrar o Juazeiro primitivo.O ritmo nos trabalhos da Comissão do Centenário de Juazeiro do Norte cresce na medida os projetos selecioandos agora entram em fase de execução e acompanhamento, enquanto novas demandas vão surgindo. Por isso, as reuniões são cada vez mais constantes, como a que ocorreu esta semana com o secretário municipal de Educação, Ricardo Lima, e diretores de departamentos da Secretaria. Segundo o presidente da Comissão, Menezes Barbosa, o objetivo é envolver, cada vez mais, as várias secretarias do município no esforço para a festa do Centenário. “Saímos fortalecidos, pois encontramos muito material a ser trabalhado e vários projetos em andamento” disse Barbosa. Próximo ato na programação preparatória para o Centenário será o lançamento, em Juazeiro do Norte, do livro do jornalista e escritor Lira Neto: “Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão", editado pela Companhia das Letras. A noite de autógrafos está programada para o auditório do Memorial Padre Cícero.Outros atos recentes foram a aposição de uma placa em homenagem à Beata Maria de Araújo na agência dos Correios e o lançamento do projeto Árvore do Centenário na Colina do Horto. Já no último dia 3 de novembro o Curso de Biblioteconomia da UFC Cariri,no Juazeiro, recebeu o acervo de livros, jornais, revistas, cordéis e xilogravuras dos pesquisadores Renato Casimiro e Daniel Walker enriquecendo o Centro de Referência e Memória de Juazeiro do Norte a ser inaugurado em 2011,Ano do Centenário.

(08/11/2009)
JUAZEIRO CENTENÁRIO GANHA CENTRO DE MEMÓRIA

Fotos Demontier Tenório: Cerimônia na UFC-Cariri com pesquisadores Renato Casimiro e Daniel Walker

Como parte das comemorações do seu centenário, Juazeiro do Norte ganhará em 2011 um qualificado Centro de Referência e Memória, instalado no campus Cariri da Universidade Federal do Ceará, localizado no Juazeiro. Será vinculado ao Laboratório de Ciência da Informação do Curso de Biblioteconomia e constituído de acervo dos pesquisadores e professores universitários Renato Casimiro e Daniel Walker, também colunistas aqui do Juanorte. Os dois foram recebidos, festivamente, nessa semana, pela direção do campus da UFC onde fizeram entrega de parte do acervo que será incorporado ao Centro de Referência e Memória de Juazeiro do Norte. Preocupados com a preservação da história de Juazeiro, Casimiro e Daniel resolveram confiar à Universidade Federal do Ceará o resultado de 46 anos de coleta, pesquisas e arquivamento que formam um expressivo patrimônio histórico e cultural da cidade do Padre Cícero. Nesta priemeira etapa, foram entregues 549 livros, 219 periódicos técnicos diversos, 2.525 folhetos de cordel, 1.528 jornais e 2.226 xilogravuras. Faz parte do acervo colocado à disposição da Universidade, uma coleção do jornal “O Rebate” , dirigido por Alencar Peixoto e Floro Bartolomeu, que foi o principal instrumento de divulgação da luta pela emancipação políticade Juazeiro do Norte em 2011. Outros materiais serão entregues oportunamente. Como coordenador executivo da Comissão do Centenário do Juazeiro, o secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, participou da cerimônia e elogiou a atitude dos dois pesquisadores juazeirenses: “Foi um aro de desprendimento e bastante sensibilidade de Renato Casimiro e Daniel Walker”, afirmou. Como está projetado e será administrado, o Centro de Referência e Memória de Juazeiro do Norte se constituirá um espaço de disseminação da cultura e da história do Juazeiro voltando-se para o desenvolvimento sócio-cultural da cidade e do Cariri nos campos da ciência e da pesquisa”. Conforme ficou decidido em reunião de 21 de julho passado, em Juazeiro do Norte, com a presença do reitor da UFC, Jesualdo Farias, diretor do campus Cariri, Ricardo Ness, professora Fanka Santos, do Curso de Biblioteconomia, e os pesquisadores Renato Casimiro e Daniel Walker, o novo centro, a ser inaugurado em 2011 durante os festejos do centenário da cidade, será um complexo cultural de informação e documentação para acesso, formação e pesquisas sobre produções culturais, artísticas, históricas e arqueológicas do Juazeiro. Será, portanto, um centro acadêmico da maior importância para o desenvolvimento cultural de Juazeiro do Norte, graças a essa admirável iniciativa e contribuição dos professores e pesquisadores Renato Casimiro e Daniel Walker, dois intelectuais de Juazeiro que realmente amam a cidade a quem servem como verdadeiros e autênticos cidadãos, pensando no seu progresso e no seu futuro. E graças à acolhida da UFC que assim reconhece a importância de Juazeiro do Norte, hoje principal cidade do Cariri e do Nordeste central do Brasil, maior centro de religiosidade popular da América Latina, recebendo 2,5 milhões de visitantes ao ano, e também como metrópole regional de acelerado desenvolvimento cultural, maior centro universitário do interior do Ceará e um dos 73 mesopólos econômicos do Brasil, portão de entrada para um mercado de 46 milhões de brasileiros do Nordeste. Por isso, além da instalação desse Centro de Referência e Memória de Juazeiro do Norte, a UFC prevê diversas outras atividades tendo como foco o centenário da cidade do Padre Cícero. Vai organizar uma mostra de cinema sobre Juazeiro, montar exposição sobre arte e cultura de Juazeiro e da região caririense, realizar seminário sobre o futuro de Juazeiro no contexto regional e um encontro do Núcleo da Memória Histórica da Educação em Juazeiro e promover edição e reedição de livros sobre Juazeiro e seu povo. Mais: a aula inaugural do ano letivo de 2010 da UFC terá como foco o centenário do Juazeiro e a UFC deverá instalar, no ano do centenário em 2011, a Rádio Universitária do Juazeiro.

Parte do acervo sobre Juazeiro entregue à UFC Campus Cariri

(01/11/2009)
CIDADE GLORIOSA APRESENTADA EM BRASÍLIA

Fotos: Hermínio de Oliveira
Com a presença de mais de 500 pessoas, em animada noite do Primeiro Festival da Cultura e do Turismo no Ceará em Brasília, realizado pela Casa do Ceará na Capital da República, nesse fim-de-semana, foi lançado o romance “Juazeiro – CIDADE GLORIOSA”, do jornalista e escritor Jota Alcides, diretor deste Juanorte. Foi o segundo lançamento da obra, depois da estreia em Juazeiro do Norte, dia 24 de setembro, em noite cultural aos pés da estátua do Padre Cícero, que está completando 40 anos neste 1º de novembro. Convidado pela direção da Casa do Ceará em Brasília, o autor participou do Festival da Cultura e do Turismo do Ceará no DF, aberto pelo secretário de Turismo do Ceará, Bismark Maia, representando o Governador Cid Gomes. Durante entrevistas ao longo do evento, Jota Alcides elogiou a iniciativa do festival “como excelente e atraente oportunidade em plena capital da República para promoção e valorização da cultura cearense”. Lembrou que “Juazeiro – CIDADE GLORIOSA”, seu primeiro romance depois de dez livros publicados, todos ensaios, é a história real de uma comovente saga romeira que está completando 100 anos juntamente com a emancipação política de Juazeiro do Norte que está festejando seu centenário até 2011. Esclareceu porque Juazeiro é uma CIDADE GLORIOSA: “Porque, apesar de todas as adversidades, enfrentando em toda a sua existência histórica perseguições e hostilidades da Igreja Católica e dos Governos do Ceará até os dias atuais, Juazeiro nunca se curvou; pelo contrário, lutou sempre bravamente, inclusive enfrentando e vencendo uma guerra contra o Ceará, quando atacado por tropas do Governo cearense em 1914; porque, apesar de todas as dificuldades geradas pelos Governos do Ceará para impedir seu progresso, Juazeiro é desde há muito tempo a maior cidade do interior cearense, hoje Metrópole do Cariri e principal cidade do Nordeste central do Brasil; porque, graças ao Padre Cícero, seu fundador e líder inspirador, ícone do Nordeste brasileiro, tornou-se uma cidade famosa no mundo inteiro, conhecida hoje em mais de 150 países; E porque, como maior centro do catolicismo popular da América Latina, recebendo 2,5 milhões de visitantes ao ano, Juazeiro é o único centro de romarias do mundo que tem desenvolvimento econômico, social, político e cultural, de forma abrangente, sendo hoje uma das cidades mais desenvolvidas do interior do Nordeste brasileiro”.De acordo com o autor, tudo isso tem sido possível pela saga de milhões de nordestinos fora do Ceará, principalmente de Pernambuco e Alagoas, que se mantem firmemente devotos do Padre Cícero e absolutamente fiéis ao Juazeiro, como demonstra, claramente, a história real do seu romance agora lançado em homenagem ao Centenário de Juazeiro do Norte.Para o escritor, ao completar 100 anos de independência política, “Juazeiro é a glória do Padre Cícero por ser a concretização de sua profecia – “centro de convergência, de civilização e fé do Nordeste brasileiro” – com influência direta sobre mais de 2,5 milhões de habitantes do sul do Ceará e regiões dos Estados vizinhos, exercendo o papel de verdadeira capital do Cariri, agora de forma irreversível porque determinado não apenas pela capacidade de empreendedorismo do seu povo sempre ansioso de mais progresso, mas sobretudo pelas leis de mercado que lhe proporcionam atrair, cada vez mais, maiores investimentos nacionais e estrangeiros, confiantes na sua força econômica, no seu potencial de consumo e no seu desenvolvimento geral”.

Secretário Bismark Maia e presidene da Casa do Ceará, Fernando Mesquita

Jota Alcides com Bismark Maia

Com ministro do TCU, Ubiratan Aguiar

Com diretores do Diário do Nordeste e do Sistema Verdes Mares

(25/10/2009)
BRASILIA CONHECE “JUAZEIRO - CIDADE GLORIOSA”

Foto: Capa do livro de Jota Alcides
Personalidades e intelectuais de Brasília vão conhecer, nesta semana, “Juazeiro – CIDADE GLORIOSA”, primeiro romance do jornalista e escritor Jota Alcides, cujo lançamento será atração, dia 30, no 1º Festival de Cultura e Turismo na Casa do Ceará, na Capital da República. Décimo primeiro livro do diretor deste Juanorte, trata-se de uma comovente saga de uma família romeira iniciada em 1911 em Alagoas e que está, portanto, completando 100 anos, juntamente com o aniversário de emancipação política de Juazeiro do Norte, fundado pelo Padre Cícero, hoje com quase 300 mil habitantes, segunda maior e mais importante cidade do Ceará e principal do Nordeste central do Brasil. Este quarto romance, entre 300 livros que já existem na literatura brasileira sobre Juazeiro, teve seu primeiro lançamento no último dia 24 de setembro, na Colina do Horto, no Juazeiro, aos pés da Estátua do Padre Cícero, segunda maior do Brasil depois do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez, um livro foi lançado no pátio junto ao pedestal do monumento, que está comemorando 40 anos de existência agora no dia 1º de novembro. Entre as autoridades presentes ao evento, líderes políticos e empresariais, além de educadores, jornalistas e universitários, o ex-prefeito de Juazeiro, ex-secretário de Planejamento do Ceará e ex-deputado federal, Mauro Sampaio, que quem construiu e inaugurou a Estátua do Padre Cícero. De acordo com o autor, “o romance demonstra a admirável capacidade do Padre Cícero, com seu carisma e sua personalidade, de manter enormes legiões de brasileiros do Nordeste sob fidelidade absoluta aos ensinamentos e princípios cristãos, ao longo de século, mesmo sob influências de todas as transformações da sociedade. Os romeiros do Padre Cícero vão mudando de perfil econômico e cultural, ao longo do tempo, mas não mudam em absolutamente nada em sua devoção ao Patriarca do Juazeiro”. Jota Alcides lembra que quando Padre Cícero chegou e se instalou no Juazeiro, em 1872, o arraial tinha apenas 20 casas de palha e 12 casas de telha: “Juazeiro é hoje a Metrópole do Cariri e maior cidade do Nordeste central do Brasil, exatamente como profetizou o Padre Cícero em 1898, em Roma, onde foi recebido pelo papa Leão XIII e anunciou ali que Juazeiro seria um grande centro de civilização e fé”. Ao justificar o lançamento desse seu primeiro romance, ressalta Jota Alcides: “Padre Cícero é a glória de Juazeiro no mundo porque, além de ser conhecido em mais de 150 países, ele já tem cerca de 50 milhões de devotos brasileiros e Juazeiro é a glória do Padre Cícero porque está transformado no maior centro do catolicismo popular da América Latina, recebendo 2,5 milhões de visitantes ao ano”. Segundo ele, o romance é uma homenagem aos romeiros de todo o Nordeste e do Brasil que têm tido um papel muito importante no desenvolvimento do Juazeiro que é hoje, perto de completar seu primeiro centenário, além de principal centro urbano, social, econômico, político, cultural, universitário, artístico e desportivo do Nordeste central, é também o terceiro pólo calçadista do Brasil com mais de 200 indústrias oferecendo cerca de 30 mil empregos, o maior centro de comercialização de produtos de ouro folheado de todo o Norte e Nordeste e principal centro de artesanato do Brasil. O autor de “Juazeiro – CIDADE GLORIOSA” fez questão de destacar também o forte impulso que a cidade está tendo com a expansão da educação: com a presença de cinco Universidades e cerca de 50 Faculdades, Juazeiro do Norte está vivendo um expressivo salto de qualidade em seu desenvolvimento consolidando sua posição de liderança no interior cearense como verdadeira Capital do Cariri, que está atraindo, cada vez mais, grandes empreendimentos nacionais e estrangeiros. Este ano ganhou o Atacadão-Carrefour, o primeiro do interior do Nordeste, que está fazendo o maior sucesso. E agora em outubro, Juazeiro passou a ter a sua segunda estação de televisão, a TV Cariri, 122ª emissora afiliada da Rede Globo de Televisão e que vai atingir quase 2 milhões de consumidores da região sul do Ceará e dos Estados da Paraíba, Pernambuco e Piauí. Por ser completamente abandonado e discriminado pelos sucessivos Governos do Ceará, principalmente pelo atual, que só pensa nos seus impostos e nos seus votos, mas não lhe dá o devido retorno em investimentos, Jota Alcides avalia que “Juazeiro é uma cidade vitoriosa e gloriosa” por que conta com uma força extraordinária de empreendedorismo privado e o entusiasmo permanente do seu povo na trilha do progresso, legado memorável do seu fundador, Padre Cícero Romão Batista.

(04/10/2009)
CENTENÁRIO DO JUAZEIRO EM NOITE CULTURAL

Foto: Páginas do Correio Braziliense e do Diário de Pernambuco
Com o lançamento do livro “Juazeiro – CIDADE GLORIOSA”, prestigiado por lideres políticos e empresariais, além de historiadores, educadores e universitários, Juazeiro do Norte ganhou um novo espaço cultural: pátio da Estátua do Padre Cícero, na Colina do Horto, ponto mais alto da cidade. Por iniciativa do jornalista e escritor Jota Alcides, diretor deste Juanorte, para homenagear o Centenário do Juazeiro, pela primeira vez um livro foi lançado no local que, desde 1º de novembro de 1969, conta com a segunda maior estátua do Brasil. Evento foi destaque de páginas em dois dos principais jornais brasileiros:: Correio Braziliense, de Brasília("Aos pés do Padre Cícero") e Diário de Pernambuco("O que seria Juazeiro sem a fé em Padre Cíceero). Durante essa semana, Jota Alcides recebeu dezenas de mensagens de cumprimentos de personalidades, inclusive do governador de São Paulo, José Serra, pela lançamento do romance que relata comovente saga de uma família romeira do Nordeste. Veja imagens do evento, na noite de 24 de setembro, na Colina do Horto, diante do monumental Padre Cícero iluminado e com bela vista panorâmica de Juazeiro do Norte, principal cidade do Vale do Cariri.
Fotos RF Araújo: Lançamento do livro de Jota Alcides na Colina do Horto
Mesa de autoridades com ex-prefeito Mauro Sampaio, homenageado

Escritor Geová Sobreira apresentando obra de Jota Alcides

Administrador Salesiano do Horto, Padre José Venturelli

Jota Alcides discursa justificando seu romance sobre Juazeiro

Ex-prefeito Carlos Cruz e convidados no lançamento do livro

Jornalista Luiz Carlos, deputados Vasques Landim e Manoel Salviano

Antonio Tenório, personagem do romance "Cidade Gloriosa"

Professora Marileide Macedo com deputado federal Manoel Salviano

Escritores Daniel Walker e Raimundo Araujo com amigos

Juazeiro noturno visto parcialmente a partir da Colina do Horto

(27/09/2009)
JUAZEIRO ACLAMADO COMO CIDADE GLORIOSA

Foto RF Araújo: Estátua do Padre Cícero iluminada no lançamento de Cidade Gloriosa
Com a presença de lideres políticos, empresariais, intelectuais e universitários de Juazeiro do Norte, o jornalista e escritor Jota Alcides lançou "Juazeiro - CIDADE GLORIOSA" aos pés da Estátua do Padre Cíceo, em celebração aos 40 anos do monumento e ao Centenário de Juazeiro, que está sendo comemorado com intensa programação até 2011. É o décimo primeiro livro e o primeiro romance do escritor e o quarto romance entre quase 300 livros que fazem parte do acervo da literatura brasileira sobre Padre Cícero e Juazeiro. Entre as personalidades presentes ao evento cultural na Colina do Horto, ponto mais alto de Juazeiro do Norte, atual vice-prefeito municipal, Roberto Celestino, ex-prefeito e ex-deputado federal Mauro Sampaio, ex-prefeito e atual deputado federal Manoel Salviano, e ex-prefeito e ex-deputado estadual Carlos Cruz, secretário de Turismo e Romaria do Juazeiro, José Carlos Santos, presidente do Instituto Cultural do Vale Caririense, José Ferreira, e presidente da Comissão do Centenário, jornalista e escritor Menezes Barbosa. Quem apresentou a obra e o autor aos convidados foi o filósofo e escritor Geová Sobreira, também autor do prefácio de “Juazeiro – CIDADE GLORIOSA”. Ele ressaltou a importância do novo romance para a história literária de Juazeiro do Norte porque enfoca comovente saga romeira que comprova a fidelidade absoluta dos romeiros do Nordeste brasileiro ao Padre Cícero do Juazeiro.Confessou-se impressionado com a emoção contida nas páginas da história real de uma família que deixou Alagoas a partir de 1911 com destino ao Juazeiro atraída pelo Padre Cícero. Lembrou que Juazeiro é uma cidade construída pela vontade e pela determinação dos romeiros, inabaláveis diante de numerosas dificuldades e até perversidades naturais, circunstanciais e até oficiais. Em seguida,o autor da obra, Jota Alcides, discursou. Recorreu ao grande filósofo alemão, Frederic Nietzsche: “Conforme Nietzsche, todo grande homem tem uma força retroativa e toda vez que sua vida é colocada na balança da história, sempre surgem dos seus esconderijos mil segredos diante da luz do Sol” . Por isso, resolveu prestar, com o lançamento desse romance, homenagem a três grandes homens na história do Juazeiro. Em primeiro lugar, Padre Cícero, fundador e construtor do progressista Juazeiro.Lembrou que quando ele chegou ao Juazeiro em 1872, o arraial tinha apenas 20 casas de palha e 12 casas de telha com cerca de 100 habitantes. Com as iniciativas religiosas e civis do modesto capelão, o lugar começou a se transformar rapidamente e, quando aconteceu o chamado Milagre da Hóstia, em 1889, o povoado já contava com 500 habitantes e não parou mais de crescer. “Juazeiro é hoje o que nós estamos contemplando aqui de cima da Colina do Horto. Uma grande cidade oficialmente com 250 mil habitantes, mas extraoficialmente próxima de 300 mil, segunda maior e mais importante cidade do Ceará, Metrópole do Cariri e principal cidade do Nordeste central do Brasil, exatamente como na profecia do Padre Cícero feita em 1898, em Roma, onde foi recebido pelo papa Leão XIII. Ali ele disse que Juazeiro seria o grande centro de civilização e fé do Nordeste central do Brasil”, lembrou Jota Alcides. Quanto à obra, o autor justificou que Padre Cícero é a glória do Juazeiro no mundo, porque é conhecido em mais de 150 países, e que Juazeiro é a gloria do Padre Cícero pois está transformado no principal centro do catolicismo popular da América Latina, recebendo mais de 2,5 milhões de visitantes ao ano”. Em segundo lugar, o jornalista e escritor prestou homenagem ao ex-prefeito e ex-deputado federal Mauro Sampaio. Disse que o ex-prefeito tentou imitar Padre Cícero como gestor público realizando projetos de longo prazo para acompanhar a velocidade do progresso do Juazeiro. Destacou duas de suas obras: o estádio municipal Romeirão, construído para 50 anos, com capacidade para 24 mil pessoas em pé ou 10 mil sentadas, mas que já está superado devendo passar por reforma e ampliação por exigência da CBF, tendo em vista a presença do Juazeiro, através do Icasa, na Série B do Campeonato Brasileiro de 2010; e a Estátua do Padre Cícero, segunda maior do Brasil, que é hoje o principal ícone do Juazeiro e do Nordeste brasileiro no mundo. Para Jota Alcides, esta é uma obra que Mauro Sampaio deixou como marco de realização em arquitetura e engenharia para a história do Juazeiro e do Brasil, merecendo, por isso, a eterna gratidão do povo de Juazeiro do Norte. Finalmente, o autor homenageou a figura do romeiro tão importante para o desenvolvimento do Juazeiro. Ressaltou os principais momentos do romance de uma família alagoana vinda de Viçosa, em Alagoas, em 1926, para se fixar no Juazeiro sob orientação do Padre Cícero.Despertou a atenção do público no evento quando relatou que a família de Izídio Tenório de Souza veio em lombo de burros com cinco filhos pequenos transportados em caçuás. Mais ainda quando anunciou a presença de um deles no evento, Antonio Temório de Souza, hoje aos 88 anos, bastante aplaudido. “Ele é um homem simples, de pouco saber, mas muita sabedoria, e absolutamente fiel ao Padre Cícero”, concluiu. Depois, falou o presidente da Comissão do Centenário do Juazeiro, Menezes Barbosa, que, como o personagem do romance, também conheceu Padre Cícero. Contou, inclusive, uma história sobre um papagaio que ganhou de presente do sacerdote. Menezes Barbosa destacou o papel literário de Jota Alcides em favor do Juazeiro porque dos seus 11 livros, até agora lançados, cinco se referem à Cidade do Padre Cícero sob abordagens de comunicação, história, filosofia e até cultura esportiva. Sublinhou a alegria da Comissão em ter o romance “Juazeiro – CIDADE GLORIOSA” inserido na programação do centenário da cidade. Falou também o Administrador Salesano do Horto, padre José Venturelli, confessando-se feliz pela iniciativa do autor em fazer o primeiro lançamento de livro aos pés da Estátua do Padre Cícero, abrindo possibilidades para que o local seja, gradativamente, transformado em importante centro cultural de Juazeiro do Norte. Durante todo o evento coordenado pelo executivo logístico FL Sousa e conduzido pelo cerimonialista Aguinaldo Carlos, o público foi brindado com música regional sertaneja da melhor qualidade executada por excelente grupo juazeirense e delicioso coquetel acompanhado da famosa cajuína do Juazeiro, o melhor refrigerante de caju do Brasil, complementando a noite iluminada, refrescante e agradável na Colina do Horto com direito à vista de bela e grandiosa panorâmica da maior cidade do Vale do Cariri e do Nordeste central do Brasil.
Foto RF Araújo: Mesa de autoridades no lançamento de Cidade Gloriosa

(13/09/2009)
FESTA DA PADROEIRA DO JUAZEIRO CENTENÁRIO

Foto:Exposição na Basílica do Juazeiro
Cerca de 400 mil pessoas de todo o Nordeste participam até esta terça-feria(15) da Festa de Nossa Senhora das Dores, padroeira de Juazeiro do Norte, principal cidade do Vale do Cariri, ao sul do Ceará, Capital da Nação Romeira. Expectativa do secretário de Turismo e Romarias de Juazeiro, José Carlos Santos, empolgado com a presença de tantos fiéis de vários Estados do Brasil, foi anunciada na quinta-feira(10) ao abrir a Exposição “A Capelinha que virou Basílica”, uma atração especial para os romeiros como parte da programação do Centenário do Juazeiro, que já está sendo comemorado e vai até 22 de julho de 2011. De acordo com o Secretário, todas as secretarias do Governo Municipal estão envolvidas e trabalhando para garantir o melhor acolhimento possível aos peregrinos que chegam à terra de Padre Cícero, vindos de todo o Nordeste, principalmente Pernambuco e Alagoas. Depois de abrir, oficialmente, a exposição, que se estenderá até o mês de fevereiro do próximo ano, na Capela de Adoração ao Santíssimo Sacramento, na Basílica de Nossa Senhora das Dores, José Carlos dos Santos convidou a todos juazeirenses para conhecer a amostra que reúne, inclusive, fotos da época do Padre Cícero. Ele fez elogios aos professores Daniel Walker e Renato Casimiro, que integram a Comissão do Centenário, pelo zelo em torno da memória iconográfica do Juazeiro.O Secretário garantiu que essa exposição é a primeira de uma série dentro do projeto “Juazeiro a Caminho do Centenário”. A curadoria decidiu ainda inserir fotos de romeiros em suas orações no interior da Basílica. José Carlos dos Santos falou, também, sobre a instituição do “Troféu Mãe das Dores” para premiar os veículos mais bem decorados na Procissão dos Carros que acontece na tarde desta segunda-feira(14). Conforme anunciou, a premiação será para os três primeiros colocados e envolverá categorias distintas como ônibus, caminhões e carros pequenos. Com o título de “A Capelinha que virou Basílica” , a exposição apresenta fotografias e textos que mostram as mudanças arquitetônicas e a evolução da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, marco zero de Juazeiro do Norte. As fotos começam por telas imaginárias que remontam à Vila do Joaseiro em 1827 com destaque para a capelinha ao lado de frondosos pés de juazeiro. Seguindo essa trilha, passa pela Igreja Matriz, Santuário e, atualmente, Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores. Os curadores da exposição são os professores e memorialistas Daniel Walker e Renato Casimiro responsáveis, também, pelos textos das fotografias. Trata-se de uma iniciativa da administração Manoel Santana, através da Secretaria de Turismo e Romarias e da Fundação Memorial Padre Cícero. A amostra traz ainda a marca do Centenário de Juazeiro e, de acordo com o Secretário José Carlos dos Santos, outras exposições serão realizadas, como “Da bodega ao Shopping” e “Da casa de taipa aos Condomínios”. No caso dessa exposição iconográfica da Basílica do jauzeiro, muitas fotos mostrm eventos importantes ali realizados como grandes concentrações romeiras, coroações, liturgias históricas e o próprio velório do monsenhor Murilo de Sá Barreto, saudoso Vigário do Nordeste.

(06/09/2009)
CENTENÁRIO DE JUAZEIRO MOBILIZA DUAS CAPITAIS

Foto: Comissão do Centenário na UFC-Fortaleza

Festejos do Centenário de Juazeiro do Norte, que vão até 22 de julho de 2011, quando haverá histórica celebração, já estão mobilizando duas capitais do Nordeste. Em Fortaleza, nessa semana, o reitor da Universidade Federal do Ceará, Jesualdo Farias, juntamente com diretores de departamentos, do staff administrativo e professores, recebeu a Comissão Organizadora do Centenário de Juazeiro. Como juazeirense, manifestou seu amor à Terra do Padre Cícero e colocou a UFC à disposição para ajudar no esforço visando garantir maior brilho às comemorações. Ressaltou que o Centenário deve ser uma oportunidade para projetar, através de políticas públicas, os rumos do Juazeiro. Sugeriu para 2011 uma programação, durante o ano todo, no Museu da UFC, em homenagem ao Juazeiro. Garantiu que fará todo o possível para contribuir nas discussões e no apoio à festa. Presente à reunião, o prefeito de Juazeiro, Manoel Santana, agradeceu a disponibilidade da reitoria da Universidade, lembrando tratar-se “de um momento único e de grande importância na vida da cidade, que começou com um levantamento histórico das datas magnas que permeiam o Centenário do Juazeiro”. Citou, como exemplo, os 100 anos da Imprensa do Juazeiro, gerados a partir da primeira edição do jornal “O Rebate”, que circulou, pela primeira vez, em 18 de julho de 1909. Membro da comissão, o professor Renato Casimiro apresentou, por meio de um telão, o esboço de um programa após a cronologia sobre o processo de emancipação política do Juazeiro. Ele pediu o apoio dos Departamentos de Arquitetura da UFC na definição de um projeto para a nova estação de passageiros do Aeroporto de Juazeiro, o mais movimentado do interior do Nordeste, de Ciências Agrárias, em relação ao projeto Arvore do Centenário com o plantio de mudas de juazeiro; e de História quanto á implantação do Museu da Cidade do Juazeiro. Ao reitor, diretores e professores da UFC, a comissão apresentou alguns projetos: Praça do Centenário com marco zero; Monumento do Centenário; implantação do relógio remissivo com marcha regressiva para o Centenário; construção do portal da cidade; e mapeamento da Nação Romeira.Em seguida houve debates e os professores da UFC apresentaram algumas sugestões: Régis Lopes, do Departamento de História, indicou a tradução do livro “Trail of Miracles”(A Trilha dos Milagres), da professora Candace Slater, da Universidade da Califórnia(Berkeley); Pedro Eymar, do Departamento de Arquitetura e do Museu de Artes da UFC, sugeriu a reimpressão de cordéis e importantes álbuns de xilogravuras; Olga Paiva, ex-diretor do Iphan(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), apresentou a idéia de congregar os artistas plásticos do Ceará em torno do tema Juazeiro; Oswaldo Barroso, da Universidade Estadual do Ceará, depois de afirmar que Juazeiro é um patrimônio do Nordeste e do Brasil, numa dimensão que extrapola limitações locais – “Não é um município qualquer” – sugeriu a implantação de marcos nas “cidades irmãs” do Juazeiro a partir de mapeamento da Nação Romeira; Ricardo Ness, diretor do Campus Cariri no Juazeiro, defendeu a idéia de promoção de um seminário “pensando Juazeiro para os próximos 100 anos”; e a jornalista Ivonete Maia, ouvidora da UFC e presidente da Associação Cearense de Imprensa, sugeriu que o papel da imprensa na construção da história e da emancipação do Juazeiro seeja tema de aula inaugural para os futuros alunos do Campus Cariri. Em outra reunião importante, em Fortaleza, cerca de 50 filhos e amigos de Juazeiro do Norte, ouviram da Comissão do Centenário uma explanação sobre os projetos em discussão e os já aprovados na programação comemorativa aos 100 anos da cidade. Encontro foi no Hotel Sonata, promovido pela Afaj-Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro, liderada pelo seu presidente Odival Limeira Lima. Uma das sugestões apresentadas foi de Francisco Néri Filho pedindo a implantação de um teleférico ligando a Basílica de Nossa Senhora das Dores à Colina do Horto. Outra foi de Odílio Figueiredo Filho para que sejam demarcadas as valas construídas em 1914 para o movimento sedicioso que culminou com a deposição do Governo Franco Rabelo. Fausto Guimarães recomendou entendimentos com a ECT-Correios para lançamento de um selo comemorativo aos 100 anos do Juazeiro. Foi registrada também a idéia para cunhagem de uma moeda do Centenário do Juazeiro pela Casa da Moeda do Brasil. Para José Nildo Couto Bem, o prefeito deve promover uma limpeza geral da cidade ponto fim na poluição visual. Francisco Carlos Pontes indicou a promoção de uma fórum de literatura e Carlos Alberto Marque sugeriu a urbanização da ladeira do Horto por ser importante atração turística da cidade. Wilton Bezerra apelou para a edição de um livro com resgate da memória do futebol do Juazeiro que hoje tem o Icasa um dos 40 principais clubes de futebol do Brasil. Presidente da Afaj, Odival Limeira Lima defendeu o reflorestamento e a construção de um mirante monumental na Colina do Horto, além da implantação de um centro de referência cultural e a despoluição do rio Salgadinho. Além dessas duas reuniões na UFC e na Afaj, em Fortaleza, outro evento importante dessa semana, em relação ao Centenário do Juazeiro aconteceu em Maceió, Alagoas. Por sugestão da vereadora e ex-senadora Heloisa Helena, a Câmara Municipal de Maceió realizou na Faculdade Integrada Tiradentes sessão solene em homenagem ao Padre Cícero lembrando os 120 anos do “Milagre da Hóstia”. Compondo a decoração da mesa oficial, um enorme banner com a imagem de Nossa Senhora das Dores e alusão à festa da Padroeira que acontece neste mês no Juazeiro e a bandeira do município. Em seu discurso, a vereadora Heloísa Helena citou ser algo de muita complexidade filosófica, antropológica e teológica falar sobre essa tema desde os primeiros momentos. “Diziam até que Jesus Cristo não iria deixar de operar milagres na Europa para fazê-los na pobre Juazeiro”, falou salientando o seu respeito a todas as religiões. Ela definiu a sessão como uma forma de homenagear o Padre Cícero e esses romeiros tão especiais.Em seguida, o padre Manoel Henrique, pároco de São Pedro do Bairro Ponta Verde, proferiu palestra. Ele tomou por base o seu trabalho de mestrado apresentado na Unicap (Universidade Católica do Pernambuco) denominado “Do anátema ao acolhimento pastoral; da condenação e exclusão eclesial do Padre Cícero à sua reabilitação histórica”. O sacerdote disse ter participado do III Simpósio Internacional sobre o Padre Cícero no Juazeiro. Para ele, a transformação da hóstia em sangue são tatos consumados e não houve embuste. “Pode até não ser sangue de Cristo, mas um fenômeno”, acrescentou. Em seguida, reparou que o milagre trouxe muitos problemas para o Padre Cícero a exemplo do seu ingresso na política. “Eu como sacerdote teria feito a mesma coisa, pois se não podia exercer o sacerdócio tomaria o caminho da política para poder ajudar as pessoas”, confessou salientando que o “Padim” jamais deixou de ser um grande pastor e conselheiro. Padre Manoel Henrique observou ainda que se o religioso juazeirense fosse dominado pelo espírito messiânico, teria fundado outra Igreja. Ele finalizou sua palestra criticando os bispos anteriores da Diocese do Crato para quem nunca valorizaram os romeiros. “Foi preciso vir um bispo de fora, de origem italiana, para mudar essa história”, assinalou. Falaram ainda a psicóloga Maria do Carmo Ferreira, presidente da Fundação Memorial Padre Cícero, o padre Jean Carlos Perini, da Congregação Salesiana no Juazeiro, o vereador juazeirenseTarso Magno e, finalmente, José Carlos dos Santos, Secretário de Turismo e Romarias, representando o prefeito Manoel Santana. Segundo o Secretário, Padre Cícero não é só uma figura do Juazeiro, mas uma referência para o país inteiro. Expressou a gratidão dos juazeirenses pelas homenagens da Câmara Municipal de Maceió aos romeiros e ao “Padim”. A comitiva juazeirense esteve composta ainda pelos vereadores Adauto Araújo, Roberto Sampaio, Sargento Firmino e Mara Torres. Presidente da sessão, Fátima Santiago, que é vice-presidenta da Câmara de Maceió, se sentiu tão empolgada com a homenagem ao Padre Cíceero que anunciou sua visita ao Juazeiro do Norte no próximo dia 25 de setembro. “Vou ver e sentir de perto a fé arraigada nessa gente que ninguém consegue quebrar”, confessou. Alagoas é um dos Estados do Nordeste que com mais presença de romeiros entre os 2,5 milhões que, anualmente, visitam Juazeiro do Norte. Foto: Reunião da Afaj-Fortaleza
Reunião de Filhos e Amigos do Juazeiro em Fortaleza
Foto: Sessão na Câmara Municipal de Maceió
Homenagem ao Juazeiro na Câmara Municipal de Maceió

(19/07/2009)
MAIS DE 80 MIL NA ABERTURA DO CENTENÁRIO

Foto: Multidão na aberrtua do Centenário do Juazeiro
Cerca de 80 mil pessoas, segundo cálculos oficiais, lotaram a Praça dos Romeiros em frente à Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, durante missa e show com o padre Reginaldo Manzotti e conceerto da Orquestra Sinfônica do Ceará.. Os atos marcaram, nesse sábado(18), a abertura da festa pelos 100 anos de emancipação política do Juazeiro, a partir do Centenário da Imprensa. Completaram-se, nessa data, 100 anos do jornal “O Rebate” que circulou pela primeira vez em 18 de julho de 1909 com o objetivo de lutar pela Independência do Juazeiro.“Para mim é um privilégio e me sinto lisonjeado em poder participar desse momento histórico na abertura da festa pelos cem anos dessa cidade marcada pela fé”, disse o padre Reginaldo. Tanto na entrevista coletiva à Imprensa, quanto na sua homilia, o sacerdote fez quaestão de ressaltar as qualidades do Padre Cícero Romão Batista, fundador do Juazeiro. Lembrou ser a segunda vez que pisa o solo juazeirense e que na primeira viveu uma experiência como romeiro passando dois dias viajando pelas estradas.“Muitos aprenderam com o Padre Cícero desde criança os valores da fé, principalmente o amor por Deus”, declarou anunciando o desejo de criar laços maiores com Juazeiro. Muito aplaudido em seu show musical, o padre Reginaldo Manzotti é conhecido no País inteiro porque apresenta o programa “Experiência de Deus”, retransmitido para 400 emissoras de rádio em todo Brasil e mais 15 países. São 14 anos de sacerdócio, cinco CDs gravados e 100 mil ouvintes em média. Antes da missa e do show dele, houve a apresentação da Orquestra Sinfônica do Ceará. O sábado começou com uma alvorada festiva e a abertura oficial das comemorações aos 100 anos de Juazeiro do Norte pelo prefeito Manoel Santana através de uma cadeia de emissoras de rádio e TV. Já no período da tarde, o auditório do Centro Cultural BNB-Juazeiro recebeu bom público para a solenidade que marcou o Centenário da Imprensa de Juazeiro. Quem fez a primeira conferência foi da professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Luitigarde Oliveira Cavalcanti Barros, que falou sobre a importância do jornal “O Rebate” na emancipação política de Juazeiro do Norte. Segundo disse, o Padre Cícero confiava muito na capacidade de leitura dos juazeirenses. Na época, um vilarejo com 2.200 casebres, sendo a maioria de palha e 17 escolas com 15 delas formando a rede particular de ensino.“Ele tinha vivo interesse e apoiava“O Rebate” enxergando no jornal um instrumento para a construção de uma opinião pública emancipatória”, falou Luitigarde. Ela discorreu sobre as origens de cada um dos responsáveis pelo jornal pioneiro na imprensa juazeirense no caso o padre Alencar Peixoto, o professor José Marrocos e o médico Floro Bartolomeu da Costa. Logo depois, houve uma Mesa Redonda sobre “O Papel da Imprensa no Desenvolvimento do Cariri”.De acordo com a programação, os debatedores foram os professores Menezes Barbosa - presidente da Comissão Organizadora do Centenário - e Luitigarde Oliveira. Coube ao mediador Renato Casimiro fazer um retrospecto sobre a Imprensa de Juazeiro. Ele antecipou detalhes relacionados com a exposição aberta sábado e que continua recebendo os visitantes no quarto andar do CCBNB-Juazeiro, na rua São Pedro, no centro da cidade, onde poderão conhecer amostras dos 328 jornais editados em Juazeiro ao longo dos últimos 100 anos. O prefeito Manoel Santana entregou kits contendo cartão postal, biografia de Padre Cícero, folder sobre o município e outros souvenirs aos professores Renato Casimiro e Luitigarde Oliveira e ao Gerente Geral do BNB, Amaury Viana. Em seu discurso, considerou o jornal “O Rebate” como um verdadeiro marco e a expressão de força na independência de Juazeiro. “Foi o defensor das nossas reivindicações e do sonho de liberdade”, disse Santana. Ressaltou que em todo grande movimento popular e toda grande transformação social há sempre um jornal presente, como foi “O Rebate” na história do Juazeiro. Ele sancionou a Lei de criação do Dia da Imprensa do Juazeiro, que passa a ser comemorado a cada 18 de julho. Toda a festa foi coordenada pelo Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, que ficou empolgado com o sucesso dos eventos. Um deles foi a abertura da exposição com a distribuição da edição reimpressa do primeiro número do jornal “O Rebate”, datado de 18 de julho de 1909. O secretário lembrou que os 100 anos de Juazeiro transcorrerão no dia 22 de julho de 2011, mas até lá acontecerão muitos eventos sob a responsabilidade da Comissão Organizadora do Centenário.

(19/07/2009)
FESTA DA INDEPENDÊNCIA DO JUAZEIRO

Foto: Quadro do Dia da Independência do Juazeiro
Um vibrante concerto da Orquestra Filarmônica do Ceará, seguido de missa do padre Reginaldo Manzotti e um show pirotécnico na grande Praça dos Romeiros, em frente á Basílica de Nossa Senhora das Dores, além de um ciclo de debates e de uma exposição dos 328 jornais juazeirenses editados nos últimos 100 anos, marcaram, nesse sábado(18), o início dos festejos do Centenário de Juazeiro do Norte, segunda maior e mais importante cidade do Ceará e principal do Nordeste central do Brasil. Em verdade, o Dia da Independência do Juazeiro será celebrado nesta quarta-feira 22 de julho, mas a abertura do centenário de sua emancipação política em 2011 foi antecipada tendo em vista a comemoração dos 100 anos do primeiro jornal juazeirense, “O Rebate”, editado a partir de 18 de julho de 1909 e que foi o principal instrumento de divulgação, promoção e persuasão da autonomia da cidade do Padre Cícero. Por isso, por lei municipal sancionada pelo prefeito Manoel Santana, essa data histórica é agora o Dia da Imprensa do Juazeiro. Foi graças ao espírito de luta desse jornal que, contagiou o povo e suas principais lideranças, inclusive o Padre Cícero, que Juazeiro conseguiu sua Independência. Juazeiro tinha, então, em 1909, cerca de 18 mil habitantes. Mesmo já sendo o maior centro populacional do Cariri, permanecia como povoado do município do Crato e, nesse condição, começou a ensaiar os passos para sua emancipação. Para isso, inspirou-se em três grandes movimentos revolucionários brasileiros: Conjuração Mineira de 1789, Revolução Pernambucana de 1817 e Confederação do Equador de 1824. Esses três movimentos tiveram como causa básica o descontentamento generalizado pela forma rigorosa, agressiva e abusiva com que Portugal explorava a riqueza brasileira e cobrava impostos. Assim, os dois primeiros lutaram pela Independência do Brasil, alcançada em 1822, e o terceiro pugnou, com ameaça de separação territorial, pela consolidação da autonomia nacional já que o despotismo da administração colonial manteve-se mesmo após o Grito do Ipiranga. Algo semelhante aconteceu no Juazeiro do Padre Cícero menos de um século depois, começando em 1907. Diante do despotismo do Crato, então já menor do que Juazeiro, mas agressivo e abusivo na exploração do Juazeiro, o povo juazeirense resolveu iniciar sua marcha de caráter autonomista. Foi nesse clima de disposição para uma reação que chegou ao Juazeiro o padre Alencar Peixoto, vindo do Crato. Grande orador e vigoroso polemista, logo incorporou os sentimentos e anseios do povo do Juazeiro decidido a dar um basta nos abusos e não pagar mais impostos para sustentar o Crato. Com sua liderança e seu espírito audacioso, Alencar Peixoto, apoiado por Floro Bartolomeu, que tinha grande prestígio político, por José Ferreira de Menezes, líder comunitário, e pelo professor José Marrocos, fundou o jornal “O Rebate”, cuja primeira edição saiu em 18 de julho de 1909 fazendo eco às aspirações do Juazeiro. Mais do que isso, tornou-se uma trincheira do Juazeiro em resposta aos ataques e às grosserias do povo do Crato. É dessa época o agora tão comentado espírito de porco do Crato, criado e alimentado pelo Bispado do Ceará e que permanece até hoje cometendo suas aleivosias e vilanias contra o Juazeiro. Quem primeiro encarnou esse espírito de porco, de forma aberta e veemente, porque ele sempre age veladamente, foi o padre Tabosa Braga que, em 26 de agosto de 1909, em sermão de vitupérios na igreja do Crato, ao lado do bispo auxiliar do Ceará, dom Manoel Lopes, vindo de Fortaleza, fez graves e humilhantes ofensas ao povo do Juazeiro. Já nessa época, como maior centro econômico do Cariri, Juazeiro tinha todos os seus impostos recolhidos à Prefeitura do Crato e não recebia nenhum benefício em troca. Ou seja, o Crato explorava a riqueza do Juazeiro para se manter e crescer e tudo fazia para manter Juazeiro dependente e impedir seu crescimento. Diante disso, divulgado e fortalecido pelo jornal de Alencar Peixoto, o movimento autonomista juazeirense evoluiu rapidamente, envolvendo toda a população, até que no dia 07 de setembro de 1910 o povo do Juazeiro deu o seu Grito de Independência. Pelos relatos históricos, exatamente na tarde daquele feriado nacional, 88 anos da Independência do Brasil, houve uma reunião na casa do Padre Cícero com a presença de Alencar Peixoto, Floro Bartolomeu, Cicinato Silva, Paulo Maia, José André e outros líderes da comunidade juazeirense. Decisão final: a partir daquele momento não haveria mais nenhuma ligação entre Juazeiro e Crato, Juazeiro estaria separado do Crato e Juazeiro não pagaria mais nenhum imposto ao Crato. Encerrada a reunião na casa do Padre Cícero, os autonomistas saíram em direção à principal praça da cidade, perto da igreja de Nossa Senhora das Dores, onde já eram aguardados por uma multidão. Paulo Maia conduzia uma bandeira onde se lia “Viva a Nossa Independência” Quando chegaram à praça, Alencar Peixoto fez um discurso inflamado que terminou com “Viva a Independência do Juazeiro”, acompanhado pela multidão em grande vibração. Houve foguetório e muita comemoração. Em 22 de julho do ano seguinte, 1911, decreto aprovado pela Assembléia Legislativa do Ceará tornou, oficialmente, Juazeiro cidade independente e dona do seu destino histórico. Nomeado pelo governador Nogueira Acioli, Padre Cícero assumiu como primeiro prefeito em 4 de outubro de 1911 sob contentamento e entusiasmo do povo. Desde então, Juazeiro do Norte vive em permanente marcha de progresso. Sentindo-se também derrotada, a Igreja Católica no Ceará, sempre a mesma Igreja, em atitude de vingança, cuidou de fazer uma reparação ao Crato criando e instalando lá em 1914 uma diocese que até hoje é sustentada pelo cofres das paróquias do Juazeiro. Mas nisso também Juazeiro já se acorda para autonomia porque mais de 96% de sua população, segundo pesquisa real de 2008, baseada em metodologia de estudo de opinião pública, já exigem ao Vaticano a criação de sua própria Diocese, conforme o sonho do Padre Cícero e pedido dele feito em Roma, ainda em 1898, diretamente ao papa Leão XIII. Apesar de todas as adversidades, sobretudo das perseguições dos Governos e da Igreja no Ceará, assim vai e assim segue sua marcha o Juazeiro, determinado e autoconfiante, desfraldando a bandeira do Progresso, hoje com quase 300 mil habitantes, líder absoluta do Cariri em todos os setores e segmentos, detendo 50% da riqueza econômica regional de 22 municípios da região de 1 milhão de habitantes, maior cidade do Ceará, depois da capital, Metrópole do Cariri e principal do Nordeste central do Brasil. Por tudo isso, está festejando intensamente, a partir deste julho de 2009 e até 2011, seu o seu primeiro glorioso centenário.

(12/07/2009)
COMEÇA FESTA DO CENTENÁRIO DO JUAZEIRO

Foro: Orquestra Filarmônica do Ceará
Festejos do Centenário de Juazeiro do Norte, maior e mais importante cidade do interior do Ceará, com quase 300 mil habitantes, e principal do Nordeste central do Brasil, começarão neste 18 de julho, com a celebração dos 100 anos da imprensa na cidade, e vão até 22 de julho de 2011, pois a Independência do Juazeiro foi decretada pela Assembléia Legislativa do Ceará em 22 de julho de 1911. Até isso acontecer, houve muita articulação política liderada pelo Padre Cícero e intensa mobilização popular estimulada pelo jornal “O Rebate”, dirigido pelo padre Alencar Peixoto, marcando pioneirismo na imprensa do Juazeiro. Papel desse jornal foi tão importante que acabou inspirando e agitando o povo para o Grito da Independência em 07 de setembro de 2010. Por isso, o centenário do Juazeiro será aberto com o centenário de sua imprensa, que será lembrado neste 18 de julho. Depois de alvorada festiva, diversos eventos ao longo do dia marcarão o centenário do surgimento do jornal “O Rebate”, que foi um dos principais agentes de mobilização popular para a conquista da Independência do Juazeiro. Para a celebração, foi recuperado exemplar da primeira edição do jornal, existente no Museu Histórico do Rio de |Janeiro, e cerca de cinco mil exemplares reimpressos serão distribuidos entre autoridades, personalidades, professores e pesquisadores da história do Juazeiro. De acordo com o Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, que é também coordenador executivo da Comissão do Centenário do Juazeiro, entre os eventos do dia 18 de julho destacam-se, às 20 horas, na Praça dos Romeiros, em frente à Basílica de Nossa Senhora das Dores, missa seguida de show pelo padre Reginaldo Manzotti, concerto da Orquestra Filarmônica do Ceará, e sanção de lei municipal pelo prefeito Manoel Santana fixando a data como o Dia da Imprensa do Juazeiro. Antes, no mesmo dia, a partir das 15 horas, serão proferidas palestras no auditório do Centro Cultural do BNB/Juazeiro, na Rua São Pedro 337, centro da cidade. Primeiro, a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luitigarde Oliveira Cavalcanti Barros, abordará o tema “O Rebate e a Emancipação Política de Juazeiro do Norte”. Logo depois haverá uma Mesa Redonda sobre “O Papel da Imprensa no Desenvolvimento do Cariri”.Serão debatedores a jornalista Ivonete Maia, presidente da ACI (Associação Cearense de Imprensa), o escritor Menezes Barbosa, presidente da Comissão do Centenário do Juazeiro; e o jornalista e escritor Lira Neto. Em seguida, caberá ao professor e memorialista Renato Casimiro expor sobre “O Centenário da Imprensa de Juazeiro do Norte”. Ao final, será aberta uma exposição contendo os primeiros números dos 328 jornais editados no Juazeiro ao longo de 100 anos, até os dias atuais, destacando-se o pioneiro “O Rebate”(1909-1911). Essa retrospectiva da imprensa juazeirense no seu primeiro centenário ficará exposta ao público no CCBNB-Juazeiro até dia 18 de agosto. Estarão apresentadas as primeiras páginas de quase todos os primeiros números dos diversos títulos, entre o pioneiro O Rebate (1909 - 1911). Exposição ressalta a pluralidade dos interesses refletida na existência destes veículos e a sua contribuição para o desenvolvimento de Juazeiro e da região do Cariri. No caso do Juazeiro, o primeiro jornal teve papel decisivo em sua historia. Desde 18 de agosto de 1907, o movimento pela Independência do Juazeiro começou a ganhar força com reunião de importantes líderes da comunidade tratando de tornar o então distrito autônomo, como cidade, independente do município do Crato. Entre esses líderes, estava o padre Alencar Peixoto que, percebendo o crescimento do anseio do povo do Juazeiro, resolveu fundar o jornal “O Rebate” cuja primeira edição circulou em 18 de julho de 1909. Além do próprio, escrevia no jornal Floro Bartolomeu e José Ferreira de Menezes, todos amigos do Padre Cícero, defendendo a imediata separação de Juazeiro em relação ao Crato. Juazeiro, com mais de 15 mil habtiantes, já maior do que o Crato e sustentando o Crato, sem receber nada em troca, a não ser atitudes violentas, não queria mais pagar impostos ao Crato. Clima de revolta foi aumentando e no dia 10 de setembro de 1910, os três do jornal “O Rebate”, Alencar Peixoto, Floro Bartolomeu e Ferreira de Menezes, com outros líderes da comunidade, estiveram reunidos na casa do Padre Cícero e firmaram um pacto pela Independência. Foi nesse dia que Padre Cícero pronunciou uma frase que ficou cèlebre: “Sou filho do Crato, mas Juazeiro é meu filho”.Ficou decidido que, a partir daquele dia, Juazeiro não pagaria mais impostos ao Crato e não suportaria mais, sem reação, a violência de tropas do Crato. Depois da reunião, eles deixaram a residência do Padre Cícero e foram até a praça principal do povoado, onde, acompanhados de grande multidão, gritaram “Viva a nossa Independência”. Padre Alencar Peixoto fez discurso inflamado anunciando a autonomia do Juazeiro sob os aplausos da multidão em grande vibração.Fato consumado, seguiram-se os procedimentos que se estenderam até 22 de julho de 1911 quando, finalmente, foi decretada, oficialmente, pela Assembléia do Ceará, a Independência o Juazeiro. Passados 100 anos dessa emancipação, Juazeiro do Norte é hoje a principal cidade do Nordeste central do Brasil e um dos mais dinâmicos e progressistas centros urbanos do País.

(28/06/2009)
MAÇONARIA NO CENTENÁRIO DO JUAZEIRO

Foto: Reunião de Maçons do Juazeiro  e Comissão do Centenário
Como representantes de todas as lojas do Grande Oriente do Brasil, os 40 maçons da Loja Maçônica Cavalheiros Spartanos, de Juazeiro do Norte, estão elaborando sugestões e propostas para serem apresentadas à Comissão do Centenário do Juazeiro, cujos festejos se iniciam agora no dia 22 de julho de 2009 e vão até 22 de julho de 2011, data da independência política da Cidade do Padre Cícero, hoje com quase 300 mil habitantes, Metrópole do Cariri, e a mais importante do Nordeste central do Brasil. Essa participação dos maçons é resultado de reunião de trabalho da Comissão do Centenário, representada pelo seu presidente jornalista e escritor Menezes Barbosa, pelo secretário geral Renato Dantas, e por dois outros membros, escritores Daniel Walker e Raimundo Araújo, com dirigentes da loja maçônica pioneira em Juazeiro do Norte. Eles apresentaram aos maçons o calendário de eventos e as iniciativas que estão sendo adotadas para que Juazeiro possa comemorar condignamente seu centenário. Ao justificar a reunião, disse o presidente da Comissão, Menezes Barbosa: . “O Centenário é de Juazeiro e não do Padre Cícero. Por isso, será uma festa cívica e ecumênica que pretendemos envolver a todos”. Assim, várias outras reuniões estão sendo e serão realizadas com diversas entidades e segmentos representativos da sociedade do Juazeiro. Dentre as ações em desenvolvimento, apresentadas aos maçons, o Secretário-Geral da Comissão, Renato Dantas, destacou o mapeamento da Nação Romeira, que está sendo feito pelas irmãs Annete Dumoulin e Ana Teresa Stela Guimarães. Objetivo é identificar todas aquelas cidades do País que ostentam uma relação próxima com Juazeiro do Norte oferecendo ruas, avenidas e praças com nome do Padre Cícero ou colocando estátuas do Patriarca do Juazeiro. Pretende também a Comissão nomear embaixadores juazeirenses em diversos lugares do País como responsáveis pela coleta de idéias e a divulgação da festa pelos 100 anos do município. Outra pretensão é fazer o símbolo maior da cidade marcar presença em diversos lugares com o projeto “Árvore do Centenário”. Seria a distribuição de um milhão de pés de Juazeiro nas próximas romarias e junto aos peregrinos para que eles possam plantar. Já está aprovada a criação do “Jornal do Centenário” para divulgar todas essas atividades, com lançamento previsto para o mês de setembro próximo. Os maçons tomaram conhecimento ainda de outros eventos programados para este ano como o Centenário da Imprensa, da Literatura de Cordel e da Xilogravura e a Mostra SESC de Arte e Cultura. Outra questão mencionada aos maçons foi definição do Marco Zero de Juazeiro, em frente à Praça dos Romeiros. De acordo com Daniel Walker, que é Secretário Geral da Secretaria de Turismo e Romarias de Juazeiro do Norte, poucas cidades do Brasil, como Recife, Porto Alegre e Curitiba, possuem e preservam o Marco Zero. No Juazeiro, a Prefeitura que ir aos primórdios reconstituindo o vilarejo que deu origem à cidade em meio a Praça da Independência e construindo, ao lado, a Avenida do Centenário. Daniel citou, também, o projeto que prevê a construção de três grandes portais nas entradas de Juazeiro pelos municípios de Crato, Barbalha e Caririaçu, bem como a construção do Museu de Juazeiro. Os membros da comissão relacionaram ainda o projeto de sinalização turística que já está sendo implantado e o futuro Roteiro da Fé com previsão de 4,8 quilômetros de calçadão entre os templos religiosos e locais expressivos da história do Juazeiro. Ao final da reunião, o líder maçônico Antonio Nivaldo Parente anunciou que a Loja Cavalheiros Spartanos vai participar intensamente das festividades pelos 100 anos de Juazeiro do Norte que serão iniciadas agora em julho. Ele lembrou que a loja do Juazeiro do Grande Oriente do Brasil estará completando 74 anos em setembro próximo. Nasceu da iniciativa do jovem Fausto Guimarães, estudante em João Pessoa, Paraíba, cuja família morava no Juazeiro. De volta ao Juazeiro, em 1930, trazendo na bagagem segredos da Loja Maçônica Branca Dias, conheceu os comerciantes Modesto Costa e Alfeu Aboim, então os únicos maçons residentes na cidade. Muito observador e cauteloso, Fausto Guimarães foi logo convidado pelo Padre Cícero para ser seu secretário particular.Nessa época, o caldeirão político e religioso no País estava fervendo e o Padre Cícero, líder popular em todo o Nordeste, era intensamente consultado nas decisões políticas do Estado e do Brasil. E sentiu, rápido, nas idéias políticas, sociais e filantrópicas do seu secretário, que ele era adepto de uma filosofia milenar que só a maçonaria pregava. Então, Padre Cícero, inteligentemente, deixou claro que não era contra a Maçonaria, mas considerava inoportuno aquele momento para que a Maçonaria fixasse ou se desenvolvesse em Juazeiro do Norte. Fausto Guimarães entendeu e repassou a mensagem aos amigos Modesto Costa e Alfeu Aboim, ficando a idéia de fundação de uma loja maçônica no Juazeiro adormecida, aguardando melhor circunstância. Assim, somente após a morte do Padre Cícero, em 20 de julho de 1934, eles voltaram ao projeto. Em março de 1935, Juazeiro recebeu a visita do delegado do Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil no Ceará, Torres de Melo, acompanhado de representantes de Fortaleza. Já não existia o compromisso assumido com o Padre Cícero, em virtude de seu falecimento, e foi decidida a criação da Loja Maçônica Cavalheiros Spartanos, instalada oficialmente em 7 de Setembro de 1935 sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil. Um mês depois, em outubro, foi criada uma segunda loja no Juazeiro, a Evolução Nordestina, para garantir o número de lojas suficiente à instalação do Grão-Mestrado no Ceará. Dessa maneira, Juazeiro do Norte passou a fazer parte da história da Maçonaria no Brasil que está na história do Brasil desde o antigo sistema colonial. Associação semi-secreta, difundida no mundo todo, sob os princípios de fraternidade e da filantropia, a maçonaria não é seita nem entidade religiosa, mas não aceita ateus entre seus membros porque os maçons professam a crença em um Ser Supremo. Ela é suprarreligiosa, aceitando cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e qualquer cidadão que tenha de fé. Surgiu em meados do século XV na Inglaterra com lojas de free-masons ("pedreiros livres"), inicialmente reservadas somente a profissionais ligados a esse ofício (arquitetos e engenheiros). Depois, abriu-se para membros da nobreza, da burguesia e do clero. No Brasil, sua influência cresceu consideravelmente durante o processo de formação do Estado Brasileiro, onde apareceu como uma das mais importantes instituições de apoio à independência, permanecendo atuante ao longo de todo período monárquico no século XIX. De tal forma que história do Brasil Império é também a história da maçonaria, que atua na política nacional desde os primeiros movimentos de independência, passando pelos irmãos Andradas no Primeiro Reinado, até as mais importantes lideranças do Segundo Império, no final do século XIX. Apesar de estar presente no Brasil desde a Inconfidência Mineira, no final do século XVIII, a primeira loja maçônica brasileira surgiu filiada ao Grande Oriente da França, sendo instalada em 1801 no contexto da Conjuração Baiana. A partir de 1809 foram fundadas várias lojas no Rio de Janeiro e Pernambuco. Constituiu-se um importante veículo de divulgação dos ideais de Independência do Brasil em 1922. Atualmente, há cerca de 300 mil maçons no País, sendo 150 mil pertencentes ao Grande Oriente do Brasil, com sede em Brasília.

(18/05/2009)
O REBATE - JORNAL DA INDEPENDÊNCIA

Foto: Cópia da capa da primeira edição de O Rebate
Uma viagem pela história da imprensa do Juazeiro. Foi assim o marco inicial das celebrações do Centenário do Juazeiro, que irão até 22 de julho de 2011, com o lançamento oficial da programação relativa aos 100 anos da imprensa juazeirense. Diante de autoridades municipais e profissionais da mídia do Juazeiro, a Comissão do Centenário apresentou no auditório do Panorama Hotel, no centro da cidade, nessa segunda-feira(18), a edição recuperada do número 01 do primeiro jornal do Juazeiro, "O Rebate", lançado em 18 de julho de 1909, com o objetivo específico de lutar pela emancipação política juazeirense. "Desassombrado, sem temer os homens da sombra" para "levar luz e calor à consciência do povo", assim resumia sua missão em primeiro editorial. Entre os presentes à antecipação comemorativa dos 100 anos da imprensa do Juazeiro, o prefeito Manoel Santana, o vice Roberto Celestino, o secretário de Turismo e Romaria, José Carlos dos Santos, e outras personalidades. Durante o evento, o presidente da Comissão do Centenário, escritor e cronista Menezes Barbosa, fez um relato histórico da independência do Juazeiro e os professores e pesquisadores Renato Casimiro e Daniel Walker apresentaram um painel da história política, religiosa e econômica da cidade a partir de inúmeros exemplares de jornais catalogados e que circularam na cidade nesses 100 anos. Casimiro chegou a exibir, inclusive, diversos exemplares de 284 jornais que circularam na cidade ao longo desse período. Com relação ao O Rebate, disse que o jornal representou um fato de extrema relevância sendo o mais importante de todos impressos no Juazeiro. Durante dois anos, O Rebate circulou mensalmente chegando a 104 edições e um total de 416 páginas, deixando de existir em 13 de agosto de 1911 quando seu objetivo, a emancipação do Juazeiro, já havia sido conquistado em 22 de julho de 1911, data em que, por lei, Juazeiro virou cidade e sede de município. Casimiro considera o jornal até como uma manifestação das artes por conta das dificuldades para imprimir o periódico num vilarejo. Diz acreditar que o cordel no Juazeiro igualmente nasceu com esse jornal, através das poesias de Leandro Gomes de Barros ali publicadas, a exemplo da própria xilogravura. Fundado por Alencar Peixoto, sacerdote e jornalista, e com participação intensa de Floro Bartolomeu, médico e político, o jornal nasceu para rebater agressões e acusações do povo do Crato ao povo do Juazeiro e assumiu vigorosa militância em defesa da independência juazeirense. Sua luta encampou de forma absoluta o anseio do povo do Juazeiro de não pagar mais impostos ao Crato e construir a sua autonomia política. Com "artigos de fogo" escritos por Alencar Peixoto e Floro Bartolomeu, o jornal incentivou e mobilizou o povo do Juazeiro até o Grito pela Independência, que aconteceu em 7 de setembro de 1910, no dia de comemoração da Independência do Brasil. Graças ao estímulo do jornal, o povo foi às ruas gritando "Viva a nossa Independência". Desse dia em diante, Juazeiro, definitivamente livre do município do Crato, passou a ter uma história de acelerado desenvolvimento ao ponto de hoje, próximo de completar 100 anos, constituir-se a Metrópole do Cariri e principal cidade do Nordeste central do Brasil. Completa trajetória de O Rebate estará em exposição sobre o Centenário do Juazeiro, a partir de 18 de julho próximo, no Centro Cultural do Banco do Nordeste-CCBNB-Juazeiro, onde serão mostradas 300 primeiras páginas de jornais juazenreses de 1909 a 2009. Essa retrospectiva da imprensa juazeirense deverá se tornar itinerante pelas escolas da cidade. Os primeiros 1000 visitantes da exposição receberão uma cópia desse primeiro número de O Rebate como edição comemorativa. Exposição terá ainda um catálogo que antecipa da História da Imprensa de Juazeiro do Norte a ser lançada em 2011, fechando as celebrações do Centenário. Além disso, no dia 18 de julho, no auditório do mesmo CCBNB-Juazeiro será realizado um fórum sobre o papel da imprensa no desenvolvimento de Juazeiro do Norte, quando serão discutidos e analisados aspectos da imprensa inovadora, de resistência, alternativa, novas mídias e a grande imprensa. Durante o evento dessa segunda-feira(18), no Panorama Hotel , o prefeito Manoel Santana, o vice Roberto Celestino e o presidente da Comissão do Centenário, Menezes Barbosa, descerram quadro com a primeira edição recuperada de O Rebate. De acordo com o Secretário de Turismo e Romaria, José Carlos dos Santos, a festa do Centenário do Juazeiro foi aberta com os 100 anos da Imprensa pela própria importância dada ao jornal O Rebate, que muito contribuiu na conscientização do povo quanto à libertação do Juazeiro. Já o prefeito Manoel Santana parabenizou a comissão pelos trabalhos que está realizando, declarando-se seguro de que "a programação do Centenário de Juazeiro está entregue em boas mãos". Empolgado, garantiu todo o apoio do Governo do Juazeiro à comissão e anunciou estudos para a possibilidade da destinação de um percentual do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para os preparativos e programação até 2011 com muitas festas populares, eventos artísticos, culturais, religiosos e políticos.
Foto Demontier Tenório
Comemoração dos 100 anos da Imprensa do Juazeiro
Foto; Demontier Tenório
Profissionais da mídia lotam auditório do Panorama Hotel
Foto: Demontier Tenório
Renato Casimiro mostra jornais antigos do Juazeiro
Foto: Demontier Tenório
Menezes Barbosa, Manoel Santana e Roberto Celestino

COLUNÁRIO Menezes Barbosa Jota Alcides Daniel Walker Luiz Carlos Renato Casimiro Abraão Batista
Willkier Barros Raphael Bruno CineJuanorte Cariricatura MusaJuanorte Editorial
ColunadaHora TribunaJuanorte QuemSomos Leitores Expediente Links

GuiaJUANORTE